13/11/2019 às 16h15min - Atualizada em 13/11/2019 às 16h15min

"As vantagens de ser invisível"

Uma vitória contra a depressão

Juliana Barbosa - Edição: Lavínia Carvalho
Adoro Cinema
Em um século revolucionado por descobertas científicas e tecnológicas, pode parecer estranho que uma doença psicológica seja considerada o mal do século. Mas a verdade é que este mal tem afligido milhares de pessoas ao redor do mundo.

A depressão não possui um público-alvo específico. Diversas pessoas de diferentes faixas etárias são acometidas por este transtorno. Suas consequências são tão fortes que podem levar a pessoa que sofre desta doença a morte. 

Tratar sobre deste assunto exige um grande cuidado, devido à periculosidade da situação das pessoas que enfrentam este mal. Contudo, tem sido amplamente discutido principalmente pelos canais de comunicação em todo o mundo. 

A Netflix, serviço de streaming americano, produziu em 2017 a série “Os 13 porquês” (Thirteen Reasons Why) baseada no livro do autor “Jay Asher”, onde uma adolescente deixa gravado em fitas as razões que segundo ela, levaram-na a cometer suicídio. No decorrer dos episódios, são revelados segredos dos personagens centrais.

Outro exemplo de como este assunto tem sido abordado, é através da música. A artista norte-americana Katelyn Tarver, lançou a música “I dont wanna know”, que expressa um desejo constante de desistir da luta contra a depressão. 

Mas na minha mísera opinião, um dos exemplos mais positivos que deve ser citado é com relação ao filme “As vantagens de ser invisível” que foi baseado no livro com o mesmo nome do autor Sthephen Chbosky. 

O filme lançado em 2012 conta a história de Charlie (Logan Lerman), um garoto introvertido que tem dificuldades de interagir com as pessoas devido a ter desenvolvido transtorno depressivo ocasionado por um trauma de infância. Além de todas as adversidades enfrentadas durante a adolescência, Charlie também teve que lidar com o suicídio de seu melhor amigo, e por causa disto, se torna um recluso de tudo a sua volta.  

A forma que Charlie encontra para lidar com seus transtornos é escrever cartas para um amigo imaginário, relatando a dificuldade em voltar para a escola após o seu verão conturbado. Como se não fosse o suficiente, os veteranos do ensino médio passam a praticar bullying com ele, levando-o a tomar a decisão de se tornar invisível na escola contando os dias para se formar e deixar todo o seu vazio e sofrimento para trás. 

Em certo momento, conhece dois importantes personagens, Sam e Patrick, dois irmãos que enfrentam suas próprias dificuldades pessoais, mas que diferentemente de Charlie, procuram viver intensamente. Na companhia de seus novos amigos, o personagem acaba por conhecer um mundo novo que envolve sexo, drogas e muita bebida, mas que também o ajudam a conhecer mais sobre si mesmo e a desejar coisas que não havia sequer imaginado anteriormente. 

Vamos colocar o pé no freio, pois não podemos admitir spoilers. Todavia, esta é uma ótima recomendação, que diferente de outras produções, se encerra com uma boa perspectiva para seus personagens. 

O objetivo desta obra é contextualizar os diferentes rumos que as histórias de pessoas que lidam com a depressão podem tomar. Infelizmente na vida real, muitas pessoas acabam desistindo de lutar. Por isso, é muito importante que sejam construídas redes de apoio em torno de pessoas que sofrem com este transtorno depressivo.

Se por acaso você estiver passando por este tipo de situação ou conheça alguém ligue para o Centro de Valorização da Vida no número 188. Lembre-se sempre “Sua vida é importante.”

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