31/03/2020 às 19h41min - Atualizada em 31/03/2020 às 19h41min

Uefa decidirá futuro da Liga dos Campeões em videoconferência

Reunião discutirá soluções para as competições organizadas pela entidade, além de contratos, transferências e Fair Play financeiro

Brendo Romano - Editado por Amanda Cruz
UEFA. Foto: Reprodução/Yahoo Esportes
A Uefa irá discutir na próxima quarta-feira (1°), o futuro da Liga dos Campeões e de outras competições que foram adiadas devido à pandemia de coronavírus. A reunião será realizada através de videoconferência, e irá tratar também de temas como janela de transferências e contrato dos jogadores.

Todos os torneios realizados pela entidade foram cancelados por causa do avanço da pandemia de Covid-19, que já matou cerca de 34.000 pessoas no mundo. Como consequência, a Eurocopa deste ano foi um dos torneio adiado para 2021. A Uefa, emitiu um comunicado oficial para discutir algumas medidas a serem tomadas:
“A Uefa convidou os secretários-gerais das 55 federações-membro para uma videoconferência na quarta-feira, 1° de Abril... para discutir as opções identificadas com relação ao possível reagendamento de partidas”.
No último final de semana, o presidente da entidade, Aleksander Ceferin, disse acreditar que a temporada seja "perdida" se não for possível recomeçar até junho, mas ele não descarta estendê-la até à próxima temporada. Em entrevista ao jornal italiano “TuttoSport”, o vice-presidente da agremiação, Michele Uva fez projeções sobre as retomadas das competições e o espaço dado para o fim das ligas ao redor do mundo.
“Demos prioridade à conclusão dos campeonatos nacionais, obviamente com a integração das janelas para concluir as copas europeias. A comissão da Uefa com o ECA tem várias soluções sobre a mesa, para trabalhar em harmonia, mesmo com opções de datas excedentes. Todas as fórmulas são possíveis. Só teremos a reposta quando os campeonatos nacionais forem retomados. Não pensamos de forma egoísta, colocando as copas internacionais na primeira fila”, disse.
Uva ainda ressaltou que o sacrifício financeiro realizado pela Uefa foi em benefício ao sistema europeu de futebol, dentro as reservas de defesas financeiras da entidade. Porém, deixou claro que a confederação pode modificar, mas que não desativará o Fair Play financeiro por causa da grave crise econômica mundial:
“Uma coisa é certa: o Fair Play Financeiro e os sistemas de controle estarão lá e não serão congelados. Não serão cancelados, mesmo que possam ser adotadas soluções para lidar com o tsunami que varreu o mundo e, portanto, também o futebol”. 
Outros temas ainda serão analisados, como a volta das partidas com público presente. Mas, há um consenso para que os fãs possam ir aos estádios de forma gradual, evitando aglomerações e diminuindo os riscos. Assim, Michele Uva comentou que os dirigentes devem "tomar cuidado" com o retorno das partidas. Pois, segundo ele, quando as competições retornarem, deverão atrair muitas pessoas. Como precaução, a presença de público precisará ser gradual. 
“Autoridades políticas e esportivas decidirão sobre isso. Acredito que a recuperação gradual é a mais provável no momento. Quando começarmos, as pessoas terão um forte desejo por futebol e esporte. Portanto, teremos que ter cuidado para encher estádios. Obviamente, isso só será necessário quando estivermos em total segurança. A presença no estádio será recorde”, concluiu Uva.
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