26/04/2019 às 13h58min - Atualizada em 26/04/2019 às 13h58min

Alguém Especial | Crítica

Amadurecer nunca foi tão dificil

Yasmin Ribeiro - Editado por Bárbara Miranda
Foto de divulgação Netflix
Continuando nessa onda de filmes românticos com pitadas de comedia, a Netflix nos apresenta a “Alguém Especial (Someone Great)”. A comédia romântica tem o tipo de história que mistura romance com um drama de amadurecimento, dificuldades da vida adulta, amizade que aquece o coração do espectador. Obviamente tudo entregue com um gama de clichês dos quais a gente reclama, mas que, quando bem trabalhados só tornam algo positivo. A trama é encabeçada pelas atrizes Gina Rodriguez (Jane, a Virgem), Brittany Snow (A Escolha Perfeita), DeWanda Wise (Ela Quer Tudo).

A história gira em torno do fim de um relacionamento de nove anos entre Jenny e Nate. Sofrendo e tentando processar a dor do término, Jenny se reúne com as amigas Blair e Erin com quem passa um dia e uma noite inesquecíveis.

Um dos pontos que chama a atenção é a química entre as três amigas, aos poucos a personalidade delas nos é apresentada e isso faz com que entendamos algumas atitudes que elas tomam. A amizade é tão forte que durante as discursões no calor do momento coisas são ditas que ouvindo de outras pessoas ia dar em briga na certa, mas da nossa melhor amiga levamos em consideração e nos leva a reflexão.

Apesar de a trama girar em torno do término da Jenny, vimos que não é só ela que tem problemas amorosos. No decorrer do filme percebemos que as três estão meio que presas a situações amorosas que a maioria de nós já passamos.

A própria Jenny está em um relacionamento de nove anos que parecia ser perfeito, mas que com o tempo desgastou e quando ela recebeu proposta de emprego em outra cidade, tudo isso veio à tona. O desgaste já estava lá, só que nenhum deles percebeu, foi fácil culpar a situação da mudança.

Blair tem uma personalidade um pouco controladora, querendo manter sua vida sempre planejada e seguindo ideais que a mesma impôs e isso também atingiu a sua vida amorosa. Ela se acomodou a um relacionamento sem amor e frio, tudo pelo planejamento de casar antes dos trinta. Acabou que toda a aventura com suas amigas a fez perceber que algo fora do plano não é tão ruim assim.

Erin, ao contrario das amigas, é alguém que não consegue se manter em um relacionamento. Ela é lésbica e durante a sua "autodescoberta", ela acabou sendo machucada por alguém e com isso não consegue se apegar a ninguém. Ao contrário das amigas, ela tem alguém que realmente quer ter um relacionamento. Para ela, a históriia a não é de termino, mas sim de começo.

Alguém Especial uma obra de chegada à vida adulta madura, isso causou estranheza para o público acostumado com os romances adolescentes, é o momento que todos nós passamos, com o peso das responsabilidades e entrega para algumas pessoas e muitas vezes é difícil se chegar lá, inclusive, para alguns é difícil aceitar que chegaram ao momento de tomar decisões com os pés no chão, que a vida não é só curtição e é essa justamente a ideia da trama maturidade.
 
Pontos positivos:
  • O foco na amizade das meninas e como elas se apoiam e ajudam foi algo bem forte.
  • A ordem em que a ideia do filme é transmitida foi algo que chamou bastante atenção, a história vai sendo guiada e no meio rolando os flashbacks para que entendamos melhor o que se passa.
  • Os momentos em que as três estão juntas são hilários e arrancam boas risadas.
  • Apesar do filme retratar uso de drogas e bebidas, é interessante a ideia passada. De certa forma mostrada a utilização de forma consciente e responsável.
 
Pontos negativos:
  •  Um dos pontos negativos é a escolha do ator. Em todo decorrer da trama o Nate Davis (LaKeith Stanfield), sempre se mantém com a mesma expressão, ficando difícil de saber se ele está feliz, triste ou chapado.
  • Algumas cenas são um pouco rasas, parecendo realmente um “enchimento de linguiça”, não atribuiu muito peso a trama.
 
E vocês já assistiram Alguém Espcial? Se sim, conta para nós o que achou.

 

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