30/12/2020 às 21h40min - Atualizada em 30/12/2020 às 21h40min

‘É impossível dissociar moda e política’, afirma jornalista de moda brasiliense

Apesar de grande parte das marcas na capital serem de alfaiataria, existe espaço para outros estilos

Gisele Ramos - Editado por Larissa Barros
Arquivo / Agência Brasil
Apesar da capital federal do país, Brasília, ser mais conhecida pelas discussões políticas e econômicas relacionadas ao governo do país, ela também possui diferentes ramos que aos poucos ganham mais visibilidade. Para a jornalista de moda brasiliense, Karla Beatriz Barbosa, “moda é política”.

“É impossível dissociar esses dois temas, pois são formas de expressão, posicionamento, bandeiras e discursos sociais. Sempre gostei de misturar esses dois temas nas minhas pesquisas e hoje, já consegui "catequizar" algumas pessoas com exemplos práticos de que essas áreas se relacionam o tempo inteiro, pois são falas”, afirma. 

De acordo com Karla, Brasília não possui muitas características industriais na área da moda, mas existem pequenos polos confeccionistas. No entanto, eles não suprem a necessidade da sociedade brasiliense. 

“Se formos pensar em moda, Brasília tem tentando expandir o setor de forma autoral e com menor proporção que os grandes centros. Isso reflete na forma do público enxergar a forma de aquisição de produtos de moda, tornando as compras mais eficazes em grandes marcas ou de grande distribuição”, disse. 

A jornalista destaca que a moda ainda hoje é considerada um ramo “reticente e que merece menos atenção que os demais”, sendo a maior dificuldade no exercício da profissão de jornalista de moda. “Ainda precisamos educar as pessoas para que elas compreendam que moda é reflexo da economia, história, sociologia entre outras áreas que permeiam o homem. Ela marca e demarca uma época. Não é fútil, porém frivola”, explica.  

Para a stylist e consultora de imagem Nina Stellato, o mercado de Brasília no ramo da moda está sim se “pluralizando e popularizando”, apesar de grande parte das marcas na capital serem de alfaiataria, existe espaço para outros estilos.

“Existem algumas marcas que realmente focam mais nessa parte de roupas de alfaiataria, e roupas mais formais, que são peças mais comerciais. Realmente são o que vendem para muitas pessoas que têm um maior poder aquisitivo, aqui em Brasília. Muitas são funcionários públicos que trabalham com política. Então, para você atingir esse público alvo é preciso que você tenha um produto que agrade, mas, eu acredito que exista mercado para você vender outros tipos, outros estilos aqui em Brasília”, afirmou.

Com tudo, é possível perceber que, em Brasília, a moda não só começa a entrar nas pautas da cidade, como vem ganhando relevância e gerando empregos. Além disso, prova como os dois temas podem andar juntos e fazer parte da vida e rotina dos brasilienses.








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