04/06/2021 às 18h05min - Atualizada em 04/06/2021 às 17h55min

Número de ataques cibernéticos no Brasil chama atenção desde início da pandemia

Clonagem de WhatsApp e falsos anúncios são os principais meios que criminosos utilizam para conseguir dados pessoais e dinheiro de vítimas

Inara Almeida e Isabela Mello - Editado por Manoel Paulo
Freepik

No ano de 2020, o Brasil foi o país que mais registrou vítimas de golpes cibernéticos, segundo a empresa de segurança Kaspersky. A tentativa de roubar dados pessoais ou financeiros através de links ou anúncios pela internet, conhecida, em inglês, como phishing, fez com que 19,9% dos internautas tenham tentado pelo menos uma vez abrir links inadequados. 


Dentre as técnicas mais comuns usadas pelos golpistas, é a de se passar por funcionários de grandes empresas e mandar promoções falsas por e-mail e WhatsApp. Os criminosos fingem trabalhar para lojas online como a Amazon e pedem à pessoa que entre em contato com as áreas de atendimento ao cliente ou suporte para roubar dados pessoais. 


Outra forma é enviar anúncios de produtos com preços mais baratos e de marcas expressivas, fazendo com que a vítima seja redirecionada para um site muito semelhante ao original e coloque todos seus dados para comprar o produto. Nesse tipo de golpe, a quadrilha está mais interessada em conseguir senhas e informações sigilosas do que dinheiro, pois, assim,  é possível aplicar mais golpes ainda.

 

Pandemia aumentou golpes

 

Com o avanço da pandemia, os golpistas tiveram um novo leque de opções. Eles se passam por funcionários do Ministério da Saúde e atendentes do SUS para realizar pesquisas sobre a covid-19 ou agendar vacinação. Normalmente, são requisitados seis números enviados por SMS para confirmação do ato, que representam o código de ativação da dupla autenticação do WhatsApp. Dessa forma, os golpistas conseguem acessar a rede social da vítima através do computador e tentam conseguir dinheiro por meio dos contatos.


Caso a dupla autenticação já esteja ativada, os bandidos passam para o plano B: entram em contato se passando pelo suporte do WhatsApp e induzem a vítima a realizar o cadastro da autenticação em dois estágios através do e-mail, sob a justificativa de atividade suspeita na rede. A ideia é fazer com que a pessoa crie uma nova senha ao ativar a função novamente e, assim, consigam finalizar o roubo.

 

Cuidados necessários


Para evitar cair em golpes, é necessário que o usuário preste muita atenção antes de clicar em qualquer link recebido por e-mail ou redes sociais. Além disso, checar a segurança e veracidade dos sites de compras antes de efetuá-las e nunca passar senhas e dados pessoais por telefone ou mensagem.
 

Segundo a Kaspersky, é essencial que a verificação em duas etapas do WhatsApp esteja ativada. O recurso de segurança do aplicativo é fácil de ser acionado e pode proteger os dados dos ataques de hackers.
 

O Ministério da Saúde já informou que não faz agendamentos de vacinação, não pede dados pessoais e nem envia qualquer tipo de código aos usuários do SUS. O ideal, caso perceba a tentativa de golpe, é não fornecer informações e, em sequência, informar à Polícia Civil, para que seja investigado.

 

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