18/06/2021 às 19h54min - Atualizada em 18/06/2021 às 16h40min

Entenda porque a crise dos chips semicondutores têm impactado empresas como a Apple e a Volkswagen

Ela afeta o mercado de tecnologia e o bolso da população

Tamires Batista de Jesus - Editado por Manoel Paulo
Reprodução: IG
Os chips semicondutores são utilizados em variados produtos como celulares, consoles e acessórios de carros e são responsáveis por gerenciar a energia dos produtos. O período escasso deste componente tem feito grandes empresas ao redor do mundo reduzirem sua produção. A Apple adiou a fabricação de MacBooks e iPads pela falta de suprimentos e a Volkswagen, desde o começo de junho de 2021, está paralisando o funcionamento das suas fábricas.

Um dos fatores principais que favorecem o surgimento da crise é a pandemia do COVID-19. Houve um aumento da demanda por eletrônicos, mas as empresas não estão conseguindo fornecer tantos produtos para a população, gerando nelas uma sobrecarga. O resultado desses fatores culminou no aumento dos preços dos artigos eletrônicos. 

Essa sobrecarga se deve a concentração da produção em poucas empresas como a tailandesa TSMC e a Samsung Electronics da Coreia do Sul. Além disso, a linha de produção destas empresas focam em semicondutores de porte complexo que suportam o sistema 5G e servidores por ser mais lucrativo. Um celular 5G precisa de 8 chips de gerenciamento de energia e um telefone 4G necessita de apenas 3.

A demanda atual é por eletrônicos, em geral, que precisam de semicondutores simplificados. Uma mudança na linha de produção é igual a altos custos para construção de uma fábrica e confecção de equipamentos especializados, podendo demorar dois anos para ser realizado. Apesar disso, alguns fabricantes anunciaram que pretendem criar indústrias que compõem as duas categorias de semicondutores.

Outro fator é a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Em 2020, o governo americano limitou a venda de chips produzidos nos Estados Unidos para compradores chineses, fazendo com que empresas de tecnologia chinesas passassem a estocar chips. Uma pesquisa realizada pela IC Insights aponta que o país consome 70% de todos os chips feitos no mundo e que 94% do componente é importado. Executivos de grandes empresas como AMD e Stellantis acreditam que o fim da escassez será só em 2022, no entanto, os dados ainda são incertos.


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