18/07/2021 às 18h52min - Atualizada em 16/07/2021 às 01h10min

"Loki" questiona o livre arbitrío social

Série produzida pelo serviço de streaming Disney + levanta perguntas sobre o direito de ir e vir

Hellen Almeida - Editado por Andrieli Torres
Foto: capa de divulgação da série “Loki”// Reprodução: Observatório do Cinema

Aquele sentimento que cresce em nós desde que pousamos nessa terra: afirmando que podemos ser o que quisermos! Temos nosso direito de ir e vir. Há aqueles que creem que suas vidas já estão escritas, outros, por sua vez, preferem crer na autonomia “eu escrevo meu destino, afinal, tenho meu livre arbítrio!". Será? 

 

Afinal: temos livre arbítrio? livre até que ponto? Para quem? Qual seu real significado? Este e outros questionamentos foram abordados na primeira temporada da série “Loki”, disponibilizada pelo Disney + e com último episódio disponibilizado nesta quarta-feira (15).

 

Onde indivíduos que não seguem o destino pré-programado para eles, são considerados como ameaças para o equilíbrio do universo e, por isso, eliminadas… Mas calma: “pré-programado?” E se eu não quiser ser o que esperam de mim? onde está meu livre arbítrio? São pontos levantados pela produção e por este conteúdo.

 

Livre arbítrio para quem?  

 

Para abrir este debate, contamos com o graduando em jornalismo e entusiasta da produção, Pedro Siqueira, que já contribuiu conosco nesta matéria

 

O que significa “livre arbítrio”? De acordo com o Google, esta é a resposta: possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante”. 

 

Algo belo não? Faz com que cheguemos a conclusão que somos os autores deste livro que é a vida, o poder está na nossa mão! Mesmo?

 

Quando analisamos a história da sociedade vemos que muitos grupos foram - e ainda são - privados desse conceito: vítimas de racismo, LBGTfobia, e intolerância religiosa, onde em determinados países, o exercício de uma fé é proibido. Sobre este último aspecto, Pedro Siqueira apresenta sua opinião: 
 

Vejo a opressão ao livre arbítrio acontecer em muitos casos de  intolerância religiosa, onde a vítima é obrigada a seguir determinada crença ao invés de ter a liberdade de seguir outra religião ou até mesmo não seguir nenhuma, afirma.
 

Em determinado ponto da série “Loki”, uma personagem apresenta a seguinte afirmação: “Apenas uma pessoa tem livre arbítrio: a que está no comando”. Logo, ele não está ao alcance de todos nós? 

 

E seguindo este pensamento, pode-se até mesmo chegar à mesma conclusão do nosso convidado: se apenas quem está no poder tem livre arbítrio, podemos estar assemelhados a uma espécie de ditadura:

 
“Sentiria como se estivesse vivendo em uma ditadura [...] o meu livre arbítrio é praticamente nulo, e tais restrições são características de ditaduras que controlam não só os seus sonhos e até mesmo seus pensamentos, como também as suas atitudes, falas, crenças, e afins, declara.
 

Afinal: temos livre arbítrio?

 

As perguntas que não cessam a mente: o livre arbítrio é real? Estaria ele disponível para todos ou apenas para quem tem poder? Como conquistá-lo? Suas respostas não são de simples encontro, mas por qual razão não usar este conteúdo para abrir o debate? 

 
A conclusão do futuro jornalista é o seguinte: Considero eu que o livre arbítrio no mundo não é algo absoluto, pois o mesmo é restringido por parte dos governos e também pela sociedade como um todo em alguns casos, pois o livre arbítrio só é algo bom até o momento que atingimos alguém de forma negativa, conclui.

E pensar que todo esse questionamento veio de uma produção de super-heróis… A vida imita a arte, ou a arte imita a vida? Deixe seu pensamento nos comentários!
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