15/10/2021 às 09h14min - Atualizada em 15/10/2021 às 06h46min

O avanço da acessibilidade à leitura: a evolução dos e-books

Os hábitos de leitura se moldaram com o passar dos anos, formando assim, os leitores digitais

Renata Brito - Editado por Andrieli Torres
Foto: Pixabay

Do papel aos e-books, muitas transformações ocorreram para chegar nos livros que conhecemos hoje. No século XV, surgiu a prensa de Gutenberg que revolucionou a forma de produzir livros. Essa invenção foi responsável pela facilidade de acesso da população à leitura. Por meio dela, era possível a impressão de diversos textos rapidamente. Atualmente, são os livros eletrônicos (e-books em inglês)  que estão alcançando muitos leitores. 

 

Com o avanço da tecnologia, é possível ler em diferentes formatos digitais – PDF, HTML e o ePUB – basta ter um celular, computador ou um e-reader (leitor eletrônico) que se assemelha a um tablet, porém, esse aparelho tem como função principal a leitura dos livros digitais. Durante o período de isolamento social, houve um aumento considerável no número de pessoas que passaram a ler e-books. Esse é o caso de Milena, estudante e leitora assídua, que afirma ter dado uma chance aos livros virtuais desde o começo da pandemia. "Agora, a maioria dos livros que eu leio são digitais".

 

A Amazon é a loja virtual que mais se consolidou quando o assunto é compras online. Além de um vasto catálogo das obras virtuais, ela possui um programa para autores independentes, em que eles podem publicar suas obras, chamado de Kindle Publishing. Além disso, também existe o Kindle Unlimited, onde as pessoas por meio de uma assinatura de R$19,90 por mês, têm acesso ilimitado ao catálogo de livros. Tudo isso com o intuito de alcançar o público, que mesmo com as livrarias abertas, permanece aderindo ao formato online.
 

As vantagens e desvantagens dos livros digitais e dos livros físicos
 

Estamos habituados desde a infância – quando geralmente ocorre o primeiro contato com a leitura– com as versões físicas de várias obras. A sensação que o livro físico desperta ao poder passar as páginas, sentir o cheiro e de poder levar consigo para qualquer lugar é uma das sensações mais apreciadas pelos leitores.

 

Para a estudante Mariana Mattos, a maior vantagem é poder abrir o livro mesmo sem estar conectado à internet ."O mais incrível é que mesmo que você esteja desconectado de tudo, você vai conseguir ler" porém, os altos preços das obras físicas dificultam esse tipo de contato. 

"Já os livros digitais são mais baratos, o que ajuda muito. Mas precisa estar com acesso à internet e se a bateria acabar, você não consegue mais ler. E quando eu leio um livro digital, acabo cansando muito meus olhos. Acredito que para ler ambos, é preciso ter uma boa iluminação", destacou Mariana.

 

Apesar dos e-books possuírem mais praticidade, e aparentemente terem se tornando uma opção mais barata para os consumidores, eles também são facilmente pirateados. E isso gera um impacto negativo para as editoras e para os autores independentes. Muitos sites que compactuam com essa prática, ganham lucro com os cliques dos usuários, enquanto os escritores acabam sendo prejudicados. Para isso, existe a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), uma entidade sem fins lucrativos, composta por escritores renomados, que visa defender os direitos autorais e editoriais dos associados.
 

 

 

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