05/11/2021 às 08h16min - Atualizada em 05/11/2021 às 07h56min

Crônica: Eu, radialista

Fernando Azevêdo - Editado por Larissa Bispo
Foto: Unsplash
      

Falar com as pessoas. Era este o meu sonho; era o que eu falava sempre que me perguntavam, eu ainda menininho. Falar sempre me pareceu apaixonante, sabe? Eu amava apresentações orais na escola e sempre participava de eventos em que minha voz pudesse ser ouvida. Eu começava a falar para as pessoas. Até que, aos 17 anos, a fase "o que vou fazer da minha vida?" veio com força. E aí eu entrei, à época, na faculdade de Radialismo. E, olha, o menininho que eu era se orgulharia muito desta decisão. 

 

Faz 15 anos que eu sou radialista na Rádio 75 FM, do meu município. Quando eu ando na rua, as pessoas me tratam quase como celebridade. É bem engraçado. E minha voz, na verdade, é meio que isso - uma coisa famosíssima. 

 

Ser radialista tem me rendido as melhores experiências. Levar informações diariamente na casa das pessoas, isso me fascina. Há quem ache que o rádio está morrendo, por conta das novas tecnologias. Pois não podiam estar mais enganados. Rádio e tecnologias meio que se casaram, e deu super certo. 

 

Uma profissão tão legal, mas também extremamente importante, merece ser celebrada, não é? As pessoas fazem isso em mais de uma data. São principalmente duas, mas a minha favorita é a 7 de novembro, que surgiu em homenagem ao saudoso músico e radialista Ary Barroso, nascido a 7 de novembro de 1903. Outros radialistas preferem a 21 de setembro. E está tudo bem!

 

Hoje é 7 de novembro. E eu não poderia estar mais feliz. Se não fosse um domingo, que é o único dia em que eu não vou ao ar, esta seria minha pauta principal. Mas amanhã eu falarei da data. Viva os radialistas, gente! Já recebi muito carinho dos ouvintes hoje. É lindo todo o reconhecimento. E espero que só se multiplique. Para que a gente prossiga comunicando


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