12/11/2021 às 21h14min - Atualizada em 12/11/2021 às 12h36min

Como o crescimento dos casos de Covid-19 na Europa tem impactado nos números globais da doença

O continente, que se vê diante de uma nova onda de contaminação, tem influenciado diretamente as taxas mundiais

Jaíne Cramer - Editado por Ynara Mattos
National Institute of Allergy and Infectious Diseases/ NIAID Fonte: Agência Brasil
O número de casos globais de Covid-19 está em processo de ascensão. É o que apontam as informações divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no dia 27 de outubro, quarta-feira. Segundo a agência, houve um aumento de 4% na taxa de casos positivos para a doença após esses apresentarem queda desde a semana do dia 23 a 29 de agosto. A principal influência para essa alta global são as novas ondas de contaminação que se desencadeiam rapidamente pelo continente europeu.

Entre os dias 18 e 24 de outubro, cerca de 1,6 milhão de pessoas testaram positivo para Covid-19 na Europa, o que representa mais da metade das ocorrências notificadas pela OMS no período 
que atingiram quase 3 milhões. Países como o Reino Unido, Alemanha, França e os que compõe o chamado Leste europeu, encontram-se novamente “no epicentro da Pandemia”. Na última quarta-feira (10), foram registrados quase 40 mil casos de Covid-19 somente na Alemanha.
 
Em paralelo a este cenário, os índices de mortes também estão em crescimento. No mesmo período citado anteriormente, cerca de 21 mil pessoas em toda Europa faleceram em decorrência da doença. Em âmbito mundial, um total de 49 mil indivíduos vieram a óbito vitimados pela Covid-19 no mesmo intervalo de tempo, o que representou um crescimento de 5%.

Porque os casos globais têm aumentado?

Ainda que as demais regiões monitoradas pela Organização Mundial de Saúde tenham apresentado retenção nas taxas de casos positivos do novo Coronavírus  cerca de 21% na África; 17% na Ásia Oriental; 9% nas Américas e no sul e sudeste asiático (dados referentes à 27 de outubro)  o crescimento dessa enfermidade na Europa supera a queda nos demais continentes e elevado o índice mundial.
 
Mas quais seriam os fatores que tem influenciado este novo cenário? Segundo Isabela Neves de Almeida, Doutora em Infectologia e Medicina Tropical pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), há duas questões que se mostram centrais nessa transformação da realidade pandêmica: a recusa da vacinação por uma parcela significativa de indivíduos e a retomada de atividades que propiciam aglomerações.

De fato, o ritmo da vacinação no Velho Continente desacelerou. Países como Alemanha, Áustria e Suíça, possuem uma expressiva quantidade de cidadãos que não se vacinaram. E a situação se mostra ainda mais preocupante a Leste, onde há Estados 
como a Ucrânia, Bielo-Rússia, Bósnia e Herzegovina  onde a cobertura vacinal é baixíssima.

Confira mais informações sobre as taxas de vacinação na Europa no gráfico abaixo. 







Em conjunto aos agentes pontuados pela Dra. Isabela Neves de Almeida, há mais dois elementos que agem diretamente sobre o novo contexto e que, conforme a OMS, podem levar à perda de meio milhão de indivíduos até o mês de fevereiro. São esses: a chegada do rigoroso período de inverno e o surto da variante Delta que assola diversos países.
 
Todos esses fatores combinados possuem grande potencial para seguir elevando os números globais da Covid-19 ao longo do fim deste ano e início do próximo. Com isso, a Dra. Isabela Neves ressalta ser preciso.


 

“Continuar em estado de alerta, vacinar, tomar os cuidados com a higiene das mãos, evitar as grandes aglomerações e, em caso de manifestação de qualquer sintoma, procurar assistência médica, testar e realizar o isolamento. Além de seguir as recomendações das autoridades sanitárias conforme o momento.”


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