17/11/2021 às 16h09min - Atualizada em 17/11/2021 às 15h54min

Auschwitz: a cidade que vive a memória de um passado a não se repetir

Lívia Cecon - Editado por Matheus Da Fonseca
A entrada do campo de Auschwitz/ Reprodução Jornal Opção- "arbeit macht frei” (O trabalho liberta)

Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães passaram a construir locais destinados ao extermínio de inimigos e grupos indesejáveis da sociedade, conhecidos como campos de concentração. Essas instalações foram erguidas em terras polonesas ocupadas pelos alemães, sendo a mais famosa e cruel delas a de Auschwitz, localizada na cidade de Oświęcim, símbolo do holocausto nazista. Hoje, o complexo funciona como um museu-memorial aberto à visitação. 




O primeiro passo para poder conhecer o museu é agendar uma visita através do site oficial (http://auschwitz.org/en/) e decidir entre um passeio  guiado com profissionais que conhecem em profundidade a história do lugar (é pago e pode ser em diversas línguas: inglês, polonês, alemão, francês, espanhol, italiano e russo), ou optar por uma visita independente e gratuita. A tour dura pouco mais de 3 horas e passa por Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau (os dois complexos abertos ao público) – passando por estruturas administrativas e barracões (onde há diversas exposições com pertences pessoais das vítimas, documentos sobre o extermínio além da estação de trem que levava os prisioneiros e os escombros das câmaras de gás. 


Partindo para a questão da locomoção, o museu fica em uma zona pouco urbanizada e a mais ou menos 50 quilômetros da capital Cracóvia. Existem ônibus a cada 30-40 minutos. Caso você prefira, também existe a opção de ir de transporte privado, com ou sem tour guiado. Entre os acampamentos que permitem visita, é oferecido um ônibus gratuito. 

Embora remonte a um momento da história difícil de acreditar que existiu, visitar Auschwitz e conhecer um pouco mais do que foi o Holocausto Nazista é parte importante de um turismo de memória, que reforça o que não deve nunca ser repitido. Lidar com um tema tão delicado pode não ser o sonho de consumo dos viajantes, mas a verdade é que uma experiência como essa pode mudar completamente a perspectiva que temos sobre diversas coisas, inclusive de nos abrirmos para o desconhecido. Fica a dica!


Horários:
O museu abre todo o ano, sete dias por semana, exceto nos dias 1º de janeiro, 25 de dezembro e domingo de Páscoa.
Das 7h30 – 14h – Dezembro

Das 7h30 – 15h – Janeiro e Novembro

Entre 7h30 – 16h – Fevereiro

Entre 7h30 – 17h – Março e Outubro

Das 7h30 – 18h – Abril, Maio e Setembro

Entre 7h30 – 19h – Junho, Julho e Agosto

 

Referências: 

ANTUNES, Luíza. “10 lugares históricos que você pode visitar”, 22/01/2014. “Super Interessante”. Disponível em: <https://super.abril.com.br/blog/superlistas/10-lugares-historicos-que-voce-pode-visitar/

ANDERSEN, Martinha. “Visitando o Campo de Concentração de Auschwitz”. 20/10/2021. “Viajoteca”. Disponível em: <https://www.viajoteca.com/auschwitz/

 

 

 

 

 


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