18/04/2022 às 12h21min - Atualizada em 18/04/2022 às 16h36min

Brasil aprova norma de padronização de tamanhos de roupas

A determinação da ABNT promete respeitar e valorizar os corpos reais das mulheres brasileiras

Adriana de Sousa - Editado por Larissa Barros
Reprodução

Quem nunca foi a uma loja de departamento e achou aquela calça maravilhosa na sua numeração, mas não deu certo na hora de experimentar? Depois de 9 anos de reuniões e pesquisas, finalmente a Associação de Normas Técnicas (ABNT) aprovou uma norma (NBR16933) que determina os padrões de tamanhos de roupas em centímetros.

 

Prometendo respeitar e valorizar os corpos reais das mulheres brasileiras, a nova norma veio dar um fim as buscas incansáveis por tamanhos de peças que fossem compatíveis em lojas diferentes.

 

Desde 2012, o Brasil encontrava-se sem rumo em relação a definição dos tamanhos das medidas das roupas femininas, pois em 1995 a norma NRB13377 que tratava de medidas do corpo do ser humano, foi revogada. Em 2009, chegou-se a uma decisão da tabela de medidas de roupas infantis e masculinas, porém não houve consenso das medidas femininas.

 

Assim os varejistas criaram suas próprias tabelas para comercialização de roupas femininas. Com isso, eles deram fortaleceram ainda mais a falta de padrão de uma loja para outra. Em dezembro de 2021, a ABNT aprovou então a nova norma com medidas que vão além das letras, P, M, G.

A nova norma da ABNT foi aprovada depois de uma pesquisa sobre os cinco principais biótipos de corpos femininos brasileiros. Cerca de 80% das mulheres possuem o biótipo retângulo e colher. A predominância é corpo biótipo retângulo (76%), quando as circunferências do tórax e do quadril são quase iguais. A silhueta retangular é aquela onde o corpo não possui muitas curvas e a cintura é pouco ou nada marcada, ou seja, a diferença entre as medidas de quadril, cintura e ombros é mínima, lembrando o formato de um retângulo mesmo.

As mulheres com o corpo conhecido pelo formato de colher possuem quadris largos, maiores que o restante do corpo, criando uma forma que se assemelha ao número 8. Aqui, o ganho de peso também costuma se concentrar na parte superior, especialmente na região do estômago.

As novas regras vão facilitar às empresas a fabricarem peças que melhor atendam seus clientes. Porém apesar de já haver essa tabela referência para as medidas femininas, ainda não é uma regra obrigatória para os fabricantes.
 

Apesar de esperarem que haja uma padronização, a aprovação da regulamentação pode gerar confusão, pois nem todas as empresas vão aderir rapidamente. De acordo com a gestora da ABNT, Maria Adelina, a sugestão para os varejistas e confecções é que façam a descrição das peças para evitar a logística reversa, que seria a devolução de peças por insatisfação do cliente.

 

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