24/02/2022 às 13h38min - Atualizada em 24/02/2022 às 12h20min

As controvérsias dos ''publiposts''

Cada vez mais presente nas redes sociais, muitas vezes a publicidade é enganosa.

Thamires Trindade - Revisado por Isabelle Marinho
Ilustração de uma pessoa sendo manipulada por meio do celular. (Foto: Reprodução/ Revista Veja)

É muito comum ver nas redes sociais artistas, cantores, influenciadores e outros internautas usando hashtags que sinalizam o uso de publicidade em fotos e vídeos. No entanto, muitas vezes as recomendações que essas pessoas fazem não são confiáveis. 

 

A Noruega, por exemplo, decidiu criminalizar o uso de imagens editadas em publicidade sem aviso, com o objetivo de diminuir a dismorfia corporal, que pode ser definida como um transtorno psicológico, onde o indivíduo se torna obcecado por seu corpo e apenas enxerga defeitos. 

 

De acordo com o portal Convergência Digital, de fevereiro a outubro de 2019, o CONAR instaurou quarenta e seis processos éticos relacionados à falta de clareza de cunho publicitário em peças de comunicação. Isso nos mostra como é preciso estar atento ao que consumimos nas redes sociais.

 

Em abril de 2016, o CONAR advertiu a influenciadora digital Gabriela Pugliesi por publicidade ilegal. Ela havia postado uma foto com uma cerveja da marca e não tinha sinalizado publicidade. De acordo com a revista Veja, O CONAR afirmou que:

 

Blogs não podem tentar disfarçar ou fazer com que o consumidor não perceba que se trata de propaganda comercial

Conar vê propaganda velada de Gabriela Pugliesi

Conar vê propaganda velada de Gabriela Pugliesi

Foto: Reprodução/ Instagram/ Oglobo


A atual empresária e influenciadora Bianca Andrade, mais conhecida como Boca Rosa, também se viu em uma polêmica em 2017, quando admitiu em uma entrevista que fez lipo, no entanto, ela não sabia que a entrevista estava sendo transmitida em uma live no Facebook. Bianca recebeu diversas críticas, porque sempre reforçava que tinha emagrecido por conta de sua alimentação, que ela chamava de “comidinhas da terra”. 

 

Uma das maiores influenciadoras digitais do Brasil também não escapou de uma controvérsia do “marketing digital”. Virgínia Fonseca, que possui hoje 34 milhões de seguidores, foi condenada a dar um iPhone para uma seguidora que caiu em um golpe, de uma loja que Virgínia tinha indicado. A seguidora comprou o celular da loja em 2019, mas nunca chegou a receber. Segundo o UOL, apesar da influenciadora ter sido intimada, ela não compareceu à Justiça. 

 

Além das indicações duvidosas desses influenciadores e das opiniões disfarçadas de publicidade, é necessário também buscar a veracidade de produtos e mercadorias que fazem promessas que não são reais. 

 

Recentemente, “gominhas” para crescimento e fortalecimento de unhas e cabelos viralizaram nas redes, mas profissionais da saúde expõem que elas podem trazer malefícios para a saúde. 

Gominhas para cabelo.

Gominhas para cabelo.

Foto: Reprodução/ Catraca livre


Em entrevista ao portal G1, a doutora em nutrição Lara Natacci afirmou que alguns nutrientes nessas gomas são importantes para a pele e cabelo, como ferro e biotina, mas que as gomas não são milagrosas.
 

Depende dos hábitos em geral, depende do seu sono, da atividade física, da alimentação como um todo, porque não é só tomar vitamina, você tem que comer mais fruta, legumes, verduras, que têm outras fontes de nutrientes, tem fibra, até pra ajudar o intestino a funcionar direito, pra ajudar no metabolismo em geral. Isso aí não é milagroso, isso só pode ajudar. 

Esses são só alguns exemplos da atenção que devemos ter com o conteúdo que consumimos na internet. A publicidade vem inovando, mudando seu formato e influenciadores digitais têm um papel importante nisso, mas ainda é preciso ficar em alerta quanto ao que nos é mostrado.

 

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