05/08/2019 às 16h22min - Atualizada em 05/08/2019 às 16h22min

Ferramenta dá segurança para trepadores de palmeira amazônica

Ferramenta é desenvolvida para facilitar na coleta de frutos em palmeiras da Amazônia e evitar risco de acidentes

Victor Mamede - Editado por Manoel Paulo
Acervo - Afonso Rabelo
 bem comum os acidentes que acontecem em decorrência da falta de segurança dos agricultores ao subirem em palmeiras para coletar seus frutos. Trepadores ou subidores como são popularmente conhecidos, arriscam sua segurança ao subirem nessas árvores em busca de seus frutos, pois só dessa forma é possível levar seu sustento para casa.
 
De situações como essa surgiu a necessidade de criar uma ferramenta que pudesse ajudar os extrativistas. A Ferramenta Palmshaste foi desenvolvida pelo o Engenheiro Florestal Afonso Rabelo em parceria com os Ilustradores Botânicos Felipe França e Gláucio, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e surgiu da observação da dificuldade que os extrativista e agricultores tinham para coletar frutos de palmeiras, isso se deve ao fato de que as palmeiras da Amazônia tem espécies espinhosas e outras com caule grosso e por vezes curvada e torta, o que coloca em perigo a segurança dos coletores.
 
Alem disso, os criadores da ferramenta observaram que não existia tecnologia que atendesse as características de coleta das espécies de palmeiras da Amazônia. Pensando em tudo isso surgiu a Palmhaste, o nome vem da junção Palm (Palmeiras) e Haste (Pau ou ferro erguido e retilíneo em que se encrava ou apoia algo).


 
A Palmhaste é formada por 13 tubos de alumínio naval que atinge até 18 metros, na parte superior ficam duas foices , uma usada para colheita em palmeiras que tem os pedúnculos (pés) grosso e a outra é utilizada para colheita em palmeiras com pedúnculos mais finos. Na parte de baixo são inseridos acessórios de hateamento para estabilidade e sustentação da haste. Para aparar a queda dos cachos é utilizado uma lona plástica a prova d’água com dimensão de 3 x 3 metros. A ferramenta foi desenvolvida para facilitar a coleta de frutos em palmeiras que é o caso do Açaí e Buriti, além disso, proporciona maior segurança na hora de colher os frutos e agilidade no processo de coleta.
 
No decorrer dos anos, a Palmhaste passou por melhorias até chegar ao seu resultado atual. Afonso afirma que muitos foram os desafios durante a construção da ferramenta entre eles os tubos que formam a Palmhaste entortavam com facilidade, nas palmeiras com espinhos a corda de sustentação sempre ficava presa durante o hasteamento dos tubos e as primeiras foices não eram adequadas para algumas palmeiras.
 
Mesmo diante de tudo isso, a equipe sempre buscou as soluções e melhorias para atingir a finalidade da Palmhaste, facilitar a coleta dos frutos e proporcionar maior segurança aos coletores. “Seu formato final foi obtido depois de longo processo de interação com os grupos coletores (extrativistas e pequenos agricultores) que iam testando o dispositivo e incorporando melhorais”, ressaltou o Engenheiro Florestal Afonso Rabelo.
 
Os estudos foram realizados na Estação Experimental de Fruticultura Tropical do INPA, na área, a Palmhaste foi testada nas coletas de cachos de coqueiros gigantes, os quais são muitos difíceis de serem colhidos com a escalada de pessoas nas árvores ou com o uso de instrumentos caseiros. Segundo Bruno, durante uma hora de serviço, foram coletados 90 unidades de cocos.  
 
“Cada fruto de coco é comercializado no varejo em média ao preço de R$ 3,00, desse modo, o agricultor pode obter uma receita de até R$ 270,00 em apenas uma hora de coleta utilizando a ferramenta Palmhaste, com o uso da ferramenta pode ser coletado de uma só vez grande quantidade de frutos, acarretando em economia de tempo e redução com o custo de transporte”, explica o Afonso ao apresentar as pesquisas de campo.
 
A Palmhaste é considerada uma solução inovadora para Amazônia, e por isso, toda a pesquisa foi registrada na rede SDSN – A Plataforma de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. Para maiores informações clique aqui.
 
Para ver o vídeo da utilização da ferramenta Palmhaste clique aqui.
 
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