23/09/2019 às 10h38min - Atualizada em 23/09/2019 às 10h38min

Células sanguíneas modificadas são resistentes ao HIV

Em pesquisa, cientistas constataram que alterar genes de células sanguíneas pode levar a um tratamento seguro no combate de doenças

Isabelle Miranda - Editado por: Thalia Oliveira
Veja - Abril.com
Cientistas chineses modificaram células sanguíneas, com o intuito de torná-las resistentes a doenças, com a utilização da técnica de edição de genes, conhecida como CRISPR, a fim de bloquear o HIV.

Os testes consistiram em células-tronco sanguíneas e células progenitoras provenientes de um doador, foram modificadas e transplantadas em um paciente de 27 anos, que tinha leucemia e eram portadores do vírus HIV. O fato de o paciente ter câncer ajudou os pesquisadores, pois já passava por transplantes para tratar a doença, a diferença é que a técnica CRISPR foi adiciona ao procedimento.

Meses depois o paciente parou de tomar o coquetel de medicamentos contra o HIV a fim de comprovar os estudos. Todavia, a carga de vírus no organismo voltou a subir – isso porque as células geneticamente modificadas são feitas para resistirem à doença e substituíram apenas 5% das células de defesa. Mesmo que a técnica CRISPR não tenha sido completamente eficaz para alcançar uma cura, o voluntário não apresentou nenhum efeito colateral ao transplante. Diante disso, os cientistas pretendem ampliar a pesquisa para obterem resultados superiores, com o objetivo de chegar a um tratamento definitivo para o HIV.

Fyodor Urnov, biólogo da Universidade da Califórnia, em Berrkeley, disse a Revista Nature que o fato de não haver nenhum efeito colateral é um passo importante em direção ao uso da edição de genes para tratar a doença. “Por causa desse produto, nós sabemos que podemos editar células que sobrevivem dentro de um paciente e que elas ficarão por lá”.
 
 

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