05/04/2019 às 14h17min - Atualizada em 05/04/2019 às 14h17min

Deputado apresenta Projeto de Lei para criminalizar jogos eletrônicos violentos

Manoel Paulo
Freepik
O deputado federal Júnior Bozzella (PSL-SP) apresentou em 19 de março na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1577/2019 que quer criminalizar a comercialização de jogos eletrônicos violentos no país.

Em vários outros casos de ataques com tiros em escolas, seja no Brasil ou nos EUA, as pessoas tendem a relacionar o vídeo game como uma possível influência nos ataques, como o ocorrido no último 13 de março, na escola Estadual Raul Brasil, na cidade de Suzano.

Quem relacionou os jogos de vídeo game com o evento de Suzano foi o vice-presidente da República, General Hamilton Mourão que considerou que os jogos influenciem nesse tipo de crimes cometidos.

“Na minha opinião (…) vemos essa garotada viciada em videogames (…) videogames violentos. Tenho netos e os vejo muitas vezes mergulhados nisso aí”, disse o vice-presidente.

Pensando da mesma forma que o vice-presidente, o deputado federal apresentou um Projeto de Lei (PL) que tem em seu conteúdo a criminalização do desenvolvimento, importação, a venda, a cessão, o empréstimo ou qualquer outra forma de acesso a jogos eletrônicos que incentivem a violência.

Na justificativa do PL consta: “Ao menos em parte, essa banalização da vida e da violência pela população jovem é advinda pelo convívio constante com jogos eletrônicos violentos. Nesse tipo de “diversão”, os adolescentes e as crianças são incitados a atividades que não condizem com seu perfil, conduzindo a formação de cidadãos perturbados e violentos.”

Mas estudos mostram justamente o contrário da ideia defendida pelo deputado Júnior Bozzella.
Estudo feito por pesquisadores de Oxford com 1004 jovens britânicos entre 14 e 15 anos, apresentou que os jogos eletrônicos que contenha violência influenciem no comportamento dos jovens.

Leandro Bissoli, programador e gamer nas horas vagas defende que os games não podem ser criminalizados.
“É um absurdo, visto que o jogo em si, isso já comprovado por estudos, não influencia em nada. Quando se fala em criminalizar um jogo soa tão absurdo que o entendimento disso é que será um crime joga-lo”, falou Leandro.

O projeto está tramitando na casa, na próxima segunda-feira (8) será discutida na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e foi apensada ao PL 6042/2009 do mesmo teor e que estava parado no Congresso.

O deputado Bozzella afirma não ser o dono da verdade e pretende ouvir autoridades, pais e especialistas antes do prosseguimento ao projeto.
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