21/03/2020 às 16h55min - Atualizada em 21/03/2020 às 16h55min

Covid-19:Empresas e negócios respiram com ajuda de aparelhos

Pequenas empresas e trabalhadores informais lutam pela sobrevivência em meio à pandemia

Heide Moura - Editado por Larissa Barros
Tomaz Silva/Agência Brasil
Quem anda pelas ruas de algumas cidades já consegue perceber mudanças na rotina das pessoas. O cafezinho na padaria, o almoço com os colegas de trabalho, as compras no shopping e famoso “sextou” nos barzinhos têm sido trocado pela permanência em casa por grande parte da população brasileira.

A pandemia do coronavírus que vem se espalhando com toda força pelo mundo, vem trazendo junto com ele não apenas a doença (covid-19), mas também grande prejuízo na economia mundial. Com este problema, pequenas empresas e trabalhadores informais têm lutado para driblar as dificuldades e sobreviver à crise financeira.

De acordo com o Presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, os empreendedores correspondem atualmente a 27% do PIB nacional. Os cinco setores empresariais que mais sofrerão com o coronavírus serão o varejo tradicional, a indústria da moda, a alimentação fora do lar, a construção civil e o ramo da beleza.  Somados, estes setores correspondem a 8,3 milhões de negócios e por R$ 10,4 milhões de empregos.

O comerciante Celso Pereira, de 31 anos, é há 06 meses proprietário de uma lanchonete em Sorocaba, no interior de São Paulo, faz parte desta estatística e tem esperança da normalização da atual situação. Ele  trabalha ao lado da mãe e esposa e atendia uma faixa de 70 a 80 pessoas diariamente.

 “De terça-feira pra cá, meu movimento caiu cerca de 75%. Quando as coisas estavam começando a melhorar, acontece uma crise dessa.”, disse Celso. Como plano B, o dono do estabelecimento tentou fazer delivery, mas não obteve sucesso e decidiu fechar a lanchonete por tempo indeterminado.  
 
Divulgação / Celso Pereira

Com a ambulante de 56 anos, Telma Deiró, a situação não foi diferente. Há 20 anos com a barraca de camelô na Rodoviária de Salvador, capital da Bahia, e sem renda fixa, ela consegue tirar do trabalho informal o seu pão de cada dia. Por fazer parte do grupo de risco, Telma decidiu interromper as suas atividades há uma semana e afirmou que não sabe quando vai retornar.

 “Nunca passei por uma crise como essa. Não consegui fazer reserva de emergência. As pessoas apenas passavam pela barraca e não compravam nada. As vendas caíram cerca de 90%. Não sei como vou tirar meu dinheiro a partir de agora”, disse ela.

Para diminuir os impactos da pandemia nos pequenos negócios, o Sebrae lançou uma campanha de incentivo, ‘Compre do pequeno negócio’. A medida tem o objetivo de  valorizar e contribuir com o enfrentamento da crise atual, priorizando os estabelecimentos locais para evitar uma possível contaminação do coronavírus e grandes perdas econômicas. 

 
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