26/03/2020 às 12h50min - Atualizada em 26/03/2020 às 13h00min

Covid-19: Pandemia pode gerar crise na segurança pública

Segundo advogado, a menor circulação de pessoas pode intensificar os saques e roubos

Ariel Vidal - Editado por Larissa Barros
Divulgação

Com o aumento dos casos de confirmados do novo coronavírus (covid-19) no Brasil, a população tem se preocupado com o futuro dos brasileiros. Além do medo do contágio, há também o receio de haver um colapso na segurança pública do país.

De acordo com o advogado criminalista  Bruno Guerra, com a menor circulação de pessoas, o crime organizado pode ser afetado com uma queda na venda de drogas, principalmente na região Sudeste do Brasil. Isso pode intensificar os saques e roubos a caixas eletrônicos,a  joalherias, residências, cargas e outros locais onde haja possibilidade de conseguir dinheiro. Até porque com os centros comerciais com pouca segurança, pode haver um aumento no índice de violência.

"Primeiro por conta dos criminosos habituais, ou seja, aqueles que já tem sua personalidade voltada para o crime, os quais irão se aproveitar da fragilidade das pessoas para cometer delitos (roubo a mercado e postos de gasolina, por exemplo), e segundo pelos criminosos não habituais, ou seja, aqueles que por conta de alguma necessidade poderão buscar formas de manter seu sustento,” declarou o advogado.

Ainda de acordo com o Bruno Guerra, a Segurança Pública precisará intensificar o serviço humanitário, oferecendo suporte a população para inibir o crime organizado. "A criminalidade patrimonial está ligada ao grau de desenvolvimento da população, que consiste em um conjunto de diversos fatores. Dentre eles estão infraestrutura, lazer, cultura, educação, e emprego, os quais nosso país tem grande carência", complementou o criminalista.

Posição da Polícia Militar

Segundo a Polícia Militar (PM) do estado do Rio de Janeiro, as forças armadas vão permanecer com a segurança nas ruas para evitar aglomerações, e possíveis outros problemas. A informação foi divulgada pela assessoria do órgão, na última quinta-feira (19).

“Os secretários da Polícia Militar, Polícia Civil e Defesa Civil se reuniram no Palácio Guanabara e traçaram uma estratégia de ação conjunta para que as restrições do Decreto entrem em vigor. Como medida de prevenção ao novo coronavírus, a corporação diminuiu o efetivo empregado diariamente nas atividades administrativas. Mas o policiamento ostensivo segue atuando nas ruas”, declarou o órgão.  

Medidas de proteção

Diante da situação atual são necessários cuidados da população, principalmente para um possível aumento da violência do País, o advogado Thiago Noronha orienta que a população tenha cautela, por causa do momento complexo. 

“De inicio é preciso obedecer as orientações do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, fazer a quarentena/isolamento. Quebrar as cadeias de transmissão é o principal foco agora. Evitar sair desnecessariamente. Se for sair, utilizar veículos para se locomover. Caso não possa, evitar portar objetos de valor, só sair com o essencial. Buscar horários durante o dia para fazer eventuais compras ou usar serviços de entrega,” concluiu o advogado.

Contudo, segundo Noronha, este cenário pode ser uma chance para que a relação entre polícia e a sociedade melhore. Pois com a comunicação clara, o efetivo policial segue nas ruas orientando e garantindo às pessoas o direito de ir e vir em caso de necessidade. Isso pode contribuir para um resultado positivo em nosso País.

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