10/04/2020 às 11h35min - Atualizada em 10/04/2020 às 11h35min

Empresas proíbem uso do app Zoom após falhas de segurança

Tais falhas desvalorizaram as ações da empresa.

Maria Letycia - Edição Manoel Paulo
sites de tecnologia, ANVISA, TESLA, SUPERX
Estadão

O isolamento social, devido ao coronavírus, incentivou empresas a buscar meios online de fazer reuniões e encontros. O Zoom foi um dos meios mais escolhidos para manter contato entre funcionários em home office. Porém, o aplicativo recebeu inúmeras denúncias de violação de privacidade e roubo de dados.

A Anvisa proibiu o uso do aplicativo denunciando que tais problemas poderiam permitir o acesso a dados confidencias da empresa. O órgão recomendou que todos os funcionários desinstalassem o aplicativo de seus aparelhos eletrônicos e recomendou a utilização do Microsoft Teams.

O Google também proibiu o uso do app pelos funcionários. A empresa alegou que milhares de gravações de vídeo na nuvem vazaram. Além disso, a BleepingComputer encontrou outros tipos de instaladores em versões contaminadas com cavalos de Troia. Eles possibilitaram que invasores acessassem webcams.

O Google e a Anvisa, não foram os únicos a proibir o uso do Zoom. As companhias de Elon Musk, SpaceX e Tesla, também bloquearam a instalação do app para evitar espionagens e invasões.

O acionista da Zoom, Michael Drieu, processou o aplicativo e denunciou que a plataforma escondeu as falhas mesmo após saber dos problemas de segurança. Tais falhas favoreceu a desvalorização das ações da empresa.

O CEO da Zoom, Eric Yuan, se pronunciou, reconheceu a falha e afirmou que o aplicativo receberá criptografia de ponta a ponta, porém o processo deve demorar meses para ser realizado.

Enquanto o Zoom não é seguro, empresas procuram outras alternativas ao app e entre elas são: Skype, Google Duo, Hangouts Meet, Google Meet e entre outras.

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