25/09/2020 às 00h33min - Atualizada em 25/09/2020 às 20h30min

Com a pandemia, marcas de luxo apostam na glamourização das máscaras

Até que ponto esse EPI pode ser usado como um acessório do mundo da moda

Laís Rodrigues - Editado por Larissa Barros
Divulgação

Com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), o uso de máscaras para a proteção individual foi incluído na rotina das pessoas para evitar a transmissão da doença. Com isso, as marcas passaram a ver nesta nova necessidade a oportunidade de apostar na glamourização do equipamento, a partir da criação das próprias linhas, podendo trazer diferentes estampas e texturas, indo desde as mais baratas até as mais caras. 

Atualmente, nos Estados Unidos, existe uma assinatura um clube de máscaras por assinatura, o Mask Club. Todos os meses os assinantes recebem uma nova opção do EPI em sua casa, podendo escolher a estampa. O dinheiro arrecadado vai para suporte a médicos e enfermeiros que estão na linha de frente do combate à covid-19.

Segundo o Edited, serviço de rastreamento digital do varejo, em abril deste ano, a oferta de máscaras por empresas sofreu um aumento de 40% comparado ao mesmo período em 2019. 

A máscara se tornou parte de nossas vidas e não há previsão para o uso deixar de ser obrigatório. No estado de São Paulo, desde maio deste ano,  o  uso do equipamento se tornou essencial em 645 cidades por tempo indeterminado. Antes, a medida era opcional, mas mesmo assim, muitas pessoas já tinham adotado seu uso quando precisavam sair como para mercados e bancos. 

Com isso, diversas marcas da alta costura, fast-fashion ou lojas menores, de bairro, viram uma oportunidade de lucrar durante a pandemia, enquanto seguiam as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Em um artigo para o New York Times, a crítica de moda Vanessa Friedman, questiona o momento em que o uso da máscara é visto como acessório, e como isso virou um stories para a Vogue, “Mask To Shop Now” (Máscaras para comprar agora), mostrando marcas que estejam fabricando-as.

Diferentemente do começo da obrigatoriedade, era possível encontrar modelos simples, em cores neutras. Mas agora, existem peças com lantejoulas, tecidos em texturas diferentes e aquelas assinadas por estilistas. 
 
A estilista americana Collina Strada lançou uma coleção do EPI por 100 dólares e as máscaras que contavam com todo um design para ser considerado fashion esgotaram. Já no Brasil, a marca Osklen, lançou o kit de duas por R$ 147. Segundo a empresa, a cada compra do kit seria doado uma cesta básica.  

A ajuda do governo federal para os trabalhadores informais brasileiros não foi liberado para todas as pessoas que necessitavam do auxílio. Sendo assim, se não houvessem lojas em que o preço das máscaras são mais baixos, um cidadão brasileiro, fora da elite, e com uma família de até cinco integrantes, não conseguiria pagar um alto valor nesses EPIs.

Todos as pessoas foram atingidos pela pandemia de alguma forma, e por isso, vale lembrar que para evitar o avanço é necessário algumas medidas, como o uso da máscara, que tem o objetivo de proteger. Dessa forma, vale destacar que não estamos vivendo um momento ideal para haja uma distinção das pessoas que possuem máscaras de luxo, de quem comprou em uma loja localizada na estação de metrô. Pois, a máscara é um item indispensável até que haja a liberação de alguma vacina contra a covid-19.  

 

 

 

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