22/05/2019 às 23h17min - Atualizada em 22/05/2019 às 23h17min

Água Santa contesta vaga no Paulistão e critica manobra do Red Bull

Fusão de clubes não agradou a todos

Paulo Octávio - Editado por Amanda Cruz
Foto: Michael Sanches/EC Água Santa
A fusão entre Red Bull Brasil e Bragantino empolga os fãs do futebol do interior paulista e os torcedores do massa bruta. Muitos acreditam que essa união pode render frutos, como por exemplo, o acesso da equipe à serie A do Brasileirão e futuramente, participações em torneios internacionais. Porém, outros clubes não partilham desse sentimento e união divide opiniões.
 
A discórdia é causada pela indefinição do futuro da vaga do RB no Campeonato Paulista. Parte da imprensa garantia que o toro loko fecharia suas portas e os terceiros colocados das divisões interiores garantiriam acesso - atualmente dois times sobem. Entretanto, o clube campineiro deu a entender que sua vaga pode ser vendida.
 

“A gente ainda não tem uma definição. Nossa responsabilidade é tomar a melhor decisão. A possibilidade [do Red Bull virar uma equipe B do RB Bragantino] não existe por questões jurídicas”, afirmou Thiago Scuro, CEO do clube, na coletiva que explicou a parceria dos clubes, que já está em vigor para disputa da série B.
 

Se a vaga realmente for vendida, o time comprador chegará à elite do Paulista e o o Água Santa, terceiro da A2, permanecerá na segunda divisão. Paulo Siqueira, presidente do clube de Diadema, vê nessa fusão uma ‘manobra de bastidor’ e planeja ir a justiça desportiva ou comum. “Eles falam que fizeram parceria com o Bragantino, mas não é parceria coisa nenhuma. Foi venda. Estão querendo vender o CNPJ do Red Bull”, disse em entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Porém, Siqueira vai esperar o conselho arbitral, que acontece em outubro, para decidir o que fazer.
 
Federação Paulista disse, à Folha, que não impedirá a venda desde que o gestor do Red Bull mantenha o CNPJ, mesmo com outro nome. A entidade entende essa atitude como uma "troca de gestão". Por enquanto, o clube campineiro não anunciou oficialmente se vai vender sua vaga. Segundo o Portal Futebol Interior, o dono do clube Audax (campeão da série A3), é proprietário de empresa de remédios (Endemol) e tem interesse na compra.

 

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