19/11/2021 às 19h43min - Atualizada em 19/11/2021 às 19h37min

Acidentes domésticos aumentam no período da pandemia

Crianças são as mais afetadas com os acidentes no período de quarentena

João Barbosa - Editado por Ynara Mattos
Divulgação / A Redação
Com a pandemia de COVID-19 muitas famílias foram obrigadas a deixar sua rotina de ida e vinda do trabalho e outras atividades, passando assim muito mais tempo em casa. Com isso, houve uma crescente nos casos de acidentes domésticos. Desde quedas em escadas, cortes com facas e até queimaduras causadas pelo álcool em gel, utilizado no combate do vírus Covid. São diversas as consequências dos acidentes.
 
Os mais afetados, infelizmente, são as crianças. Afastados das atividades escolares passam mais tempo em casa e aguçam a curiosidade e criatividade no dia a dia, buscando novas formas de se divertir e se distrair para lidar com a nova rotina, os pequenos ficam expostos a mais atividades da casa onde vivem.
 
Conforme o Portal PEBMED, o número de atendimentos por acidentes domésticos mais que triplicaram desde o início da pandemia do novo coronavírus. Entre março e outubro de 2019 foram 7.179 atendimentos e no mesmo período do ano seguinte foram 28.939 casos registrados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), em pacientes de 0 a 15 anos.
 
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Henrique de Barros Pinto Netto sinaliza: 

 
"Com o confinamento, crianças e adolescentes ficam mais agitados, passam a explorar novos lugares na casa, colocando-se em risco. A faixa etária de 10 a 15 anos, por exemplo, já conquistou mais autonomia e a vigilância dos pais ou responsáveis é menor. Entretanto, o desejo de viver novas experiências acaba os colocando em situações de risco. Na quarentena, muitos passaram a cozinhar, havendo um descuido, podem sofrer sérios acidentes, como queimaduras ou cortes".
 Os acidentes mais registrados estão ligados ao ambiente da cozinha. Queimaduras em panelas, cortes com facas que não estavam bem guardadas e outros objetos afiados lideram o número de casos. Vale ressaltar também os acidentes como quedas em escadas, choques elétricos, afogamentos, ou até mesmo os que ocorrem durante uma brincadeira pela casa. O pediatra e coordenador da unidade de internação pediátrica do Hospital Águas Claras, em Brasília, Mário Ferreira Carpi diz: 
 
“O fundamental nessa fase de pandemia é que os pais tenham muita criatividade para cuidar da saúde física e mental das crianças. São seres humanos que precisam gastar energia”
Todos em um lar estão sujeitos a acidentes de pequenas ou grandes proporções, mas medidas como guardar produtos de limpeza fora do alcance das crianças, proteger objetos pontiagudos e supervisionar o fogão, por exemplo, já colaboram e muito para evitar que a condição física desde crianças até idosos seja colocada em risco.

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