27/10/2019 às 13h04min - Atualizada em 27/10/2019 às 13h04min

​O ser vivo com 720 sexos e sem cérebro será exibido em zoológico

Não é um animal, planta, e tampouco um fungo. Blob é um dos organismos mais curiosos da Terra e será exibido em Paris, em um zoológico

Isabelle Miranda
Divulgação
A extraordinária criatura é um Physarum polycephalum, que significa “bolor de várias cabeças”. Conhecido como Blob, o surpreendente organismo será exibido no zoológico de Paris, na França. “O Blob é realmente uma das coisas mais extraordinárias que existem na Terra. Existe há milhões de anos e ainda não sabemos o que é”, afirmou o diretor do zoológico, Bruno David.

Blob não tem boca, estômago, olhos e não consegue detectar ou digerir alimentos, além de não ter braços ou pernas – o que não o impede de se locomover e, em apenas um dia, dobrar de tamanho. Ele é capaz de aprender e transmitir conhecimento, mesmo com ausência de um cérebro, e se for cortado ao meio pode se regenerar em minutos.

Os cientistas não sabem ao certo do que se trata, de fato não é uma planta, fungo ou tampouco um animal – embora haja uma mistura dos dois últimos. No seu mundo não existe machos ou fêmeas, e sim 720 sexos diferentes. Em termos científicos, a quantidade de sexos de um organismo se refere ao número de células sexuais que o organismo produz, sem relação com o conceito cultural normalmente usado. 

O organismo já vivia na Terra 500 anos antes dos seres humanos, e durante muito tempo foi considerado um fungo, até que na década de 1990 um estudo reclassificou como bolor luminoso, grupo dos mixomicetos, uma subcategoria da família das amebas. Sua aparência se assemelha a uma esponja escorregadia, com coloração amarelada com variedades de branco, rosa e vermelho. Consiste em uma única célula, às vezes com muitos núcleos, que podem replicar seu DNA e se dividir.

É frequentemente encontrado em locais onde tem decomposição de folhas e em troncos de árvores, locais frescos e úmidos. Embora pareça que não se movimente, o organismo  locomove a um centímetro por hora em busca de presas, como esporos de fungos, bactérias e micróbios.

O nome Blob vem do filme de ficção científica de 1958, A bolha assassina (The blob, em inglês), no qual a forma de vida alienígena consome tudo o que vê pela frente em uma pequena cidade da Pensilvânia, nos EUA.

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