27/10/2020 às 15h43min - Atualizada em 27/10/2020 às 15h39min

Vacina contra a Covid- 19 prevista para janeiro de 2021

Rafaela Moreira - Editado por Letícia Agata
Um levantamento do centro Europeu de Controle e Prevenções de Doenças (ECDC) aponta que o Brasil é o terceiro país com maior número de mortes por Covid-19, ultrapassando a marca de 100 mil óbitos nas últimas semanas. Em outubro de 2020 ainda pode morrer mais pessoas no Brasil do que na União Europeia, segundo o Ministério da Saúde e o Ministério de Saúde Pública do Pará. No Brasil temos 5.274.817 casos e 154.888 mortes. No mundo há 41.019.312 casos e 1.128.809 mortes.

Mesmo diante do grande número de mortes no Brasil, segunda a Agência Estado, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, a comprar a vacina contra a Covid-19, a Coronavac. Hoje, em desenvolvimento no laboratório chinês, Sinovac, junto com o Butantan, o produto está na última fase, que é a de testes em humanos. Em reposta à decisão do presidente Jair Bolsonaro, os governantes e o secretário de saúde do país cogitam a possibilidade de se unirem para financiar e distribuir a Coronavac.

Já havia ocorrido uma reunião em Brasília no dia 20 de outubro com o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, outros governantes e o governador do Estado do Pará, Helder Barbalho. Na reunião, o ministro da saúde reforçou que a previsão para o inicio da vacinação é para 2021. O governador do Estado do Pará informou que "a imunização do Pará começa em janeiro de 2021". 

A reunião também foi feita para a assinatura do protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da Coronavac. O Governo Federal também tem acordo para comprar doses da vacina produzidas pela farmacêutica britânica, Astrazeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, e também faz parte do programa da Covax Facility, plano internacional de alocação de vacinas. De acordo com o ministro da saúde, as três iniciativas somadas garantem 186 milhões de doses.

Segunto o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, as doses da vacina serão distribuídas a todo Brasil por meio do programa nacional de imunizações (PNI), que há décadas é responsável por campanhas nacionais de vacinação. "Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logistíca, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os Estados", disse o ministro.
 
A vacina da Covid-19 ainda gera desconfiança em algumas pessoas. De acordo com estudo publicado no jornal cientifico Britânico Royal Society Open Science, o indice de crenças às fake new são alarmantes. Até um terço da população de algumas regiões acredita em informações falsas e teorias da conspiração sobre a Covid-19. Os cientistas pedem aos governantes que atuem contra esse fenômeno que pode comprometer a imunidade coletiva e colocar em risco o sucesso de uma ampla cobertura vacinal.

Eduardo Pazuello ressalta que "o Instituto Butantan é o grande fabricante de vacina para o Ministério da Saúde. 75% das vacinas que compramos para vacinar os brasileiros vêm do Butantan". A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a importação de 6 milhões de doses da Coronavac. De acordo com o Governo Federal, a solicitação de importação foi feita em caráter excepcional pelo Butantan, órgão do Governo de São Paulo.

O Instituto Butantan anunciou a conclusão dos testes da Coronavac entre os voluntários brasileiros e informou que o índice de ocorrências e efeitos colaterais ficou em 35%. De acordo com o presidente do Instituto, Dimas Covas, o resultado faz dela o imunizante contra a Covid -19 mais seguro em teste no Brasil. Segundo o Art 5º da Constituição federal de 1988, o Brasil e signatário de tratados internacionais dos direitos humanos, dos quais são intitulados o direito à vida. Logo, perante a Constituição, a prioridade deve ser a vida dos cidadões, uma vez que o número de mortes ainda estão muito altos.
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