02/04/2021 às 14h35min - Atualizada em 02/04/2021 às 13h31min

Cientistas conseguem multiplicar a força da luz em até 1000 vezes

O fenômeno que explica essa descoberta é chamado junção plasmônica

Paulo Marques Pinto - labdicasjornalismo.com
Informações do site Inovação Tecnológica.
Foto: Sergei Akulich no Pexels

No dia 29 de março, uma equipe de cientistas da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, encontrou uma maneira de aumentar a intensidade da luz ao multiplicá-la em uma nanoescala de 1.000 vezes. O experimento que justifica a descoberta é chamado de junção plasmônica, fenômeno situado num curto espaço entre dois fios pequenos.

O processo tem esse nome porque, quando existe luz no metal, os elétrons se movem em formato de ondas. Esse movimento é chamado de plásmons de superfície. Porém, perto das extremidades do fio de ouro, essas ondas não se dissipam e geram elétrons de carga muito alta, cujas temperaturas podem ultrapassar 2.000o C. Assim, os elétrons juntam cargas positivas e, então, emitem fótons, isto é, luz.

Existem duas maneiras de aumentar a luminosidade: aplicar um campo elétrico aos dois nanofios separados pela junção plasmônica, ou disparar um laser diretamente na junção.

Recentemente, os pesquisadores liderados por Longji Cui descobriram que, quando usam duas técnicas, a luz fica 1.000 vezes mais forte.

“Você faz duas coisas, cada uma das quais não lhe dá muita luz nesta faixa de energia, mas, quando aplicadas em conjunto, geram algo maior”, explica o professor Douglas Natelson, que participou do experimento.

Embora não tenha como explicar a surpreendente multiplicação da luz, a equipe tem algumas objeções. Uma delas é a combinação de portadoras ópticas e elétricas para aumentar a geração de elétrons quentes. Outra é impulsionar a emissão de luz por meio de um procedimento chamado Espalhamento Raman Eletrônico Anti-Stokes, onde a entrada de luz faz com que os elétrons quentes voltem aos seus estados naturais e liberem mais fótons.

Talvez o experimento seja útil para comparar a durabilidade das lâmpadas incandescentes e fluorescentes. As incandescentes, se não forem bem aproveitadas, podem consumir mais energia. Já as fluorescentes se apresentam como mais econômicas e ajudam a reduzir o alto consumo de eletricidade e a conta de luz.




 


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