24/07/2021 às 23h02min - Atualizada em 24/07/2021 às 22h52min

Próxima parada: espaço sideral; o turismo espacial ao longo do tempo

Primeira viagem turística ao espaço foi feita em 2001. Hoje, 20 anos depois, várias possibilidades estão nos planos dos bilionários

Thays Silva - Editado por Andrieli Torres
Foto: Divulgação SpaceX
Algumas décadas atrás, a curiosidade do homem a respeito do espaço e o avanço tecnológico permitiram grandes realizações. Os protagonistas da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética, investiam dinheiro, tempo e profissionais em tentativas de explorar o espaço e passar à frente do adversário.

Essa guerra teve alguns importantes marcos: começando pelo lançamento do primeiro satélite artificial ao espaço, o Sputnik. A data era 4 de outubro de 1957 e era a União Soviética mandava que realizava o feito. O segundo marco foi a ida do primeiro homem ao espaço. Yuri Gagarin, russo, fez essa viagem em 12 de abril de 1961. O terceiro e talvez mais importante marco foi a ida do homem à lua, desta vez por americanos. O feito foi realizado em 20 de julho de 1969, em uma missão da nave Apollo XI.

Décadas depois, já sem a Guerra Fria e até mesmo sem a corrida que era vista naquela época, o sonho é outro: fazer do espaço um destino turístico. E esse sonho vem, aos poucos, se concretizando com algumas viagens já tendo sido concluídas.

Só neste mês de julho/2021 duas importantes viagens espaciais foram assunto em todo o mundo, mas diferente do que muitos pensam essas não foram as primeiras idas ao espaço com fim turístico. O primeiro turista espacial foi o milionário Dennis Tito, que fez a viagem no dia 28 de abril de 2001.




Hoje, 20 anos depois do primeiro passeio turístico e quase 64 anos após o lançamento do primeiro foguete, o sonho continua vivo e ainda mais intenso. No dia 11 de julho deste ano, o bilionário britânico Richard Branson fez uma viagem curta, de aproximadamente 20 minutos, mas que repercutiu e abriu mais portas para o turismo espacial, foco da sua empresa, a Virgin Galactic. Poucos dias depois, foi a vez de outro bilionário: Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, empresa de exploração espacial.

Como tem sido observado especialmente nesses últimos dias, o sonho do passeio pelo espaço é dominado por bilionários devido aos altos custos das viagens. Dennis Titi, por exemplo, desembolsou aproximadamente 20 milhões de dólares em 2001.

Apesar dos custos não serem mais tão altos como naquele ano, as viagens continuam inacessíveis aos cidadãos comuns. Pela Virgin Galactic, o passageiro precisa pagar 250 mil dólares, cerca de R$ 1.300.000 na atual cotação da moeda americana. Já a Blue Origin ainda não divulgou os preços para quem quiser fazer a viagem, mas em junho um anônimo arrematou um bilhete por US$ 29 milhões, algo na casa dos R$ 154 milhões.

Outra empresa que promete levar turistas ao espaço é a SpaceX, do também bilionário Elon Musk, fundador da Tesla. Além de mais longa, a viagem da SpaceX  também deve ser mais cara. Três pessoas já pagaram US$ 55 milhões pelo passeio de 14 dias. Em moeda brasileira, o valor é de R$ 286 milhões.

Mesmo com os preços extremamente altos, o avanço tecnológico traz possibilidades que seriam impensáveis antes da Guerra Fria, por exemplo, e talvez até mesmo durante ela, pois ter o espaço como ponto turístico é um outro patamar da exploração espacial.

Quando pisou na lua, Neil Armstrong disse: “É um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade.” Décadas depois é possível observar o tamanho dos saltos dados até aqui e imaginar quantos outros serão dados futuramente.

Por enquanto, o passeio ao espaço ainda é uma possibilidade fechada a um grupo muito restrito. Mas, o mercado ainda deve se desenvolver muito, já que vários planos para os próximos anos estão em andamento e a tecnologia para isso segue em constante avanço.

E você, faria essa viagem?

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