11/10/2021 às 15h58min - Atualizada em 09/10/2021 às 19h02min

Câncer de mama é mais comum em homens entre 50 e 69 anos

A doença é rara no público masculino e ainda não há exames que permitem o diagnóstico precoce

Marina Mann - Editado por Maria Paula Ramos
Fonte: Aredação/ Reprodução: Divulgação

Começou no dia primeiro de Outubro o mês de conscientização do câncer de mama. O Outubro Rosa é uma campanha que visa alertar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Hoje, o câncer de mama é o mais comum no Brasil em mulheres, porém, é importante lembrar que também é uma doença que afeta os homens, apesar de ser rara. Em homens costuma ser um diagnóstico clínico e corresponde a menos de 1% daqueles detectados em mulheres. A cada 200 casos, 1 é em homem. O câncer de mama é uma doença bastante estudada e com ótimos tratamentos. 

O mastologista Rodrigo Bernardi, do Plunes Centro Médico, em Curitiba (PR), afirma que "O câncer de mama masculino não tem prevenção, não existe um exame de rastreio que permita descobrir antes de acontecer. O que existe é um diagnóstico mediante a desconfiança do médico por conta de alguns sintomas". Mas é importante lembrar que o câncer de mama não é uma sentença de morte. Existem muitos tratamentos extremamente eficazes para combater a doença. Ao perceber algum sintoma, é necessário procurar logo um serviço médico. 

O Doutor Marcelo Bello, médico do Instituto Nacional de Câncer (INCA), declara que não tem que ter medo da doença e nem medo de fazer o diagnóstico. Se está na faixa etária para fazer o exame de rastreamento, entre 50 e 69 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ele recomenda a realização. Com o avanço da pandemia, os médicos já conseguem fazer o exame de forma mais segura, logo é importante que voltem aos centros médicos assim que possível. 

O tratamento é baseado no conhecimento que se tem sobre o câncer de mama em mulheres e assim como nelas, não é uma doença única e cada um recebe um tipo de tratamento. O Doutor Marcelo diz que as cirurgias radicais têm se tornado exceções hoje em dia, o padrão é não retirar a mama e fazer tratamentos que prejudiquem o mínimo possível. Os tratamentos podem envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia biológica e hormonioterapia.


















Apesar da média de idade ser em torno dos 56 anos, é importante sempre estar atento aos sinais. Os mais comuns são caroços, inchaço, ondulações, rugas na pele, retração do mamilo, secreção mamilar e vermelhidão ou descamação ao redor da mama. Existem alguns fatores que podem agravar e contribuir para o aparecimento do nódulo, como a obesidade, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica e tabagismo. 

Em termos de sobrevivência é semelhante às taxas que se vê em mulheres. Não é uma doença de grande mortalidade, a taxa vem reduzindo no mundo inteiro. No Brasil está com estabilidade e tendência de redução.

Por fim, o Doutor Bello salienta que o câncer de mama em homem tem uma grande chance de ter um componente genético, sendo assim, é preciso avaliar o resto da família, porque podem haver outras pessoas com risco de câncer. Ele geralmente surge devido a uma mutação. Portanto, é importante estar atento aos sinais.


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