08/09/2019 às 22h56min - Atualizada em 08/09/2019 às 22h56min

Especial Mundial: Como será o futuro?

A partir de 2021 formato sofrerá novas mudanças; Europa terá direito a 12 vagas, América do Sul, 4,5

Paulo Octávio - Editado por Amanda Cruz
Liverpool já tem vaga garantida no novo Mundial. Foto: Getty Images
Já em 2021 o Mundial será repaginado novamente e entrará no lugar da Copa das Confederações -- torneio que não rendeu o esperado. A partir desse ano, a disputa não será mais anual e sim de quatro em quatro anos. Terá 24 clubes, que serão divididos em oito grupos com três times. Os melhores de cada chave vão para o mata-mata, que começa a partir das quartas de final. As 31 partidas serão disputadas em 18 dias e em seis estádios de um país a ser definido. 

Os clubes europeus são contra as mudanças e prometem boicotar o torneio. 
Associação de Clubes Europeus, Andrea Agnelli, alega que calendário está muito cheio e pediu para que a Fifa reconsidere as mudanças. "Nós não podemos participar dessa competição neste momento por conta do calendário europeu. Dito isso, nós estamos à disposição para discutir mudanças futuras". Agnelli também reclamou que não recebeu informações da Fifa sobre classificados e custos do torneio. Novas reuniões serão realizadas este mês.
 
Se nada mudar, a Europa terá direito a 12 vagas com os quatro últimos campeões e vices da Liga dos Campeões e quatro últimos campeões da Liga Europa.  África, América do Norte e Ásia terão direito a duas vagas cada continente. E a América do Sul tem quatro vagas diretas com os campeões da Libertadores de 2017 a 2020. Os quatro últimos campeões da Sul-Americana farão playoff com um representante da Oceania para apenas uma vaga. País sede tem direito a uma vaga. O Brasil tem interesse em sediar e assim colocar o campeão nacional de 2020 no campeonato. Mas a Fifa prioriza a Ásia porque como a Copa das Confederações acabou, o Catar ficou na "mão" e assim a entidade sente que tem uma "dívida" com o continente. Decisão sobre a sede do novo mundial será em setembro.

Serão três potes para definição das chaves.O primeiro terá os oito cabeças de chave da UEFA. O segundo, quatro clubes europeus e quatro da América do Sul. E o último, os restantes. Fifa pretende arrecadar de 650 milhões a 1 bilhão de dólares que serão divididos da seguinte forma: 75% para os clubes participantes; 20% para programas de desenvolvimento, e 5% para ligas e clubes não participantes. Mas
 as polêmicas continuarão. O Liverpool foi vice da Liga dos campeões em 2018 e campeão em 2019. Como fica essa vaga? E se o Corinthians vencer a Sul-Americana deste ano e ganhar o Mundial sem ter ganho a Libertadores de novo.
 
Já garantidos até o momento:
 
Europa: Real Madrid, Liverpool, Tottenham (Liga dos Campeões); Atlético de Madrid e Chelsea (Liga Europa). América do Sul: Grêmio e River Plate (Libertadores). Playoff: Independiente e Athetico Paranaense (Sul-Americana).
 

E se fosse hoje?
 
Se Mundial com novo formato fosse disputado em 2019 haveria dúvidas sobre vagas dos Europeus e Sul-Americanos. O Real Madrid foi tri da Liga dos Campeões. O Liverpool, vice em 2018 e campeão em 2019. O Atlético de Madrid, vice da Liga dos Campeões em 2016 e campeão da Liga Europa em 2018. Como ficaria a distribuição? E no nosso continente, o River Plate foi bi entre 2015 e 2019. O vice de 2015, Tigre, não pode ir pela Conmebol; por isso o Boca, vice ano passado, teria chance de ter uma vaga. Veja como ficaria:
 
Europa: Sevilla, Manchester United, Atlético Madrid e Chelsea (Liga Europa); Real Madrid, Liverpool, Juventus e Tottenham (Liga dos Campeões) América do Sul: River Plate, Atlético Nacional, Grêmio e Boca (?) (Libertadores); Playoff: Santa Fé, Chapecoense, Independiente, Athletico Paranaense e Higenghene Sport (Nova Caledônia).

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