30/04/2019 às 01h30min - Atualizada em 30/04/2019 às 01h30min

Jogadores na vida real

Dinamarca procura gamers para completar quadro de funcionários nas forças armadas

Matheus Pacheco - Editado por: Thalia Oliveira
Foto: Reprodução/Internet

O Ministério da Defesa da Dinamarca está à procura de praticantes de jogos eletrônicos para preencher vagas nos quadros de militares. A decisão foi revelada em uma feira de games em Copenhague, no último mês de março. Para isso, a cada ano deverão ser contratados 30 novos soldados com o perfil. O objetivo é fazer frente aos desafios impostos pela internet no mundo contemporâneo.

Segundo o major do exército dinamarquês Anders Bech, em entrevista à Danish Radio, as principais vagas são para controlador de tráfego aéreo, piloto de aviões e operador de radares. “Gamers têm certas habilidades em manterem-se calmos sob pressão, tendo reações mais rápidas se comparados com pessoas jovens comuns”, diz Bech, ao citar também a rápido poder de decisão, o bom trabalho em equipe e a orientação espacial. “São capacidades que nós poderíamos usar”, explica.

O interesse teria surgido após recrutadores militares terem ficado impressionados com as habilidades de integrantes da equipe Astralis, grupo de jogadores que compete no âmbito dos jogos de tiro em primeira pessoa naquele país.

Em conversa com a agência de notícias dinamarquesa Ritzau, Bech afirma que a atenção está posta sobre esse tipo de internautas há no mínimo 2 anos, quando o contato entre militares e os jogadores se estreitou na própria rede. “E nós recebemos duas vezes mais aplicações do que normalmente”, destaca.

Mas a exigência de atuação em cenários de guerra convencional ainda preocupa os recrutadores. “Eles têm algumas habilidades centrais nas quais nós estamos interessados”, explana Bech, “mas há também outras exigências no que diz respeito a estar apto para funcionar como um soldado”.

Por isso, na vida real, a intenção é a de que os soldados escolhidos passem por treinos convencionais em campo aberto por quatro meses antes partirem para as salas computadorizadas onde receberão treinamento de habilidades de guerra eletrônica.
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