22/10/2020 às 21h06min - Atualizada em 22/10/2020 às 21h04min

O príncipe, na verdade, pode ser o grande vilão da história!

Conheça os tipos de violência contra a mulher e os sinais que comprovam a experiência de um relacionamento abusivo

Viviane Ramos - Editado por: Gustavo H Araújo
Reprodução: site Valkirias

“A culpa nunca é da vítima”, diz Jakelyne, criadora de conteúdo e integrante do projeto Lute como uma garota, que visa auxiliar mulheres e crianças em situações de violência ou abuso.

 

O relacionamento abusivo é o melhor amigo da violência doméstica; saber reconhecer os sinais de uma possível relação tóxica irá te privar de muito sofrimento e decepções no futuro. O Brasil é um dos países com a maior taxa de feminicídios no mundo, estar por dentro pode, literalmente, salvar vidas.

 

É extremamente importante frisar que a violência doméstica não é apenas a violência física (murros, tapas, empurrões e socos), existem diversos tipos de agressões que estão presentes na rotina de milhares de mulheres e elas não reconhecem. De acordo com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 22 de setembro de 2006, é declarado crime contra a mulher os seguintes atos: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima; tirar a liberdade de crença; fazer a mulher achar que está tendo distúrbios mentais; controlar e oprimir a mulher; expor a vida íntima; atirar objetos; sacudir e apertar os braços; forçar atos sexuais desconfortáveis; impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar; controlar o dinheiro ou reter documentos e quebrar objetos da mulher.

 

Até chegar no ato da violência, o agressor envolve a vítima em um ninho de ilusões que ele cria [o príncipe] e impõe para a mulher. Jakeline também fala sobre isso: “A pessoa começa na brincadeira, te chama por apelidos que você não gosta e sim, isso começa bem na brincadeira sabe? Uma coisa que também é muito gritante é quando ele começa a falar que as suas antigas namoradas eram loucas, começa a falar mal dos seus amigos e acha que ninguém gosta dele, não gosta do seu jeito de ser e pouco a pouco a pessoa vai te tirando dos seus amigos, esse também é um sinal de relacionamento abusivo.”

 

Durante a pandemia do novo coronavírus, a taxa de agressões contra a mulher cresceu 37% se comparado ao ano de 2019. O isolamento fez com que milhares de mulheres percebessem que seus companheiros, os príncipes encantados, na verdade, eram os vilões da história. É o que aconteceu com Lily, a personagem do livro "É assim que acaba" da autora Colleen Hoover. No livro, Lily vive um conto de fadas ao lado de Riley, mas o tempo mostra quem as pessoas realmente são e ela, então, se vê presa dentro de um relacionamento extremamente abusivo com alguém que a cativou por completo no início.

 

“O assunto precisa ser debatido sim, precisamos criar homens e mulheres com olhares e mentes mais abertas, quando criarmos crianças com esse olhar de mudança, criaremos seres humanos muito melhores”, finaliza Jakelyne. 

 

Esteja atento aos sinais. Esteja por perto. E lembre-se: Você não está sozinha! Em caso de denúncia, acione o disque 180. Você pode fazer uma denúncia anônima. A violência é crime, seja ela qual for. 


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