21/12/2020 às 17h38min - Atualizada em 21/12/2020 às 17h18min

A Crise da Representatividade Politica

Vanessa Frazão - labdicasjornalismo.com
https://blog.enem.com.br/tema-fuvest-crise-de-representatividade-na-politica-brasileira/
http://www.sindipublicos.com.br/artigo-a-crise-da-representatividade/
“A crise da representação política tem sido caracterizada como um fenômeno mundial, colocando em dúvida a legitimidade dos partidos políticos, enquanto agentes de representação de interesses, em corresponder efetivamente às demandas societárias. Num contexto marcado pela emergência de novas formas alternativas de participação política, além de mudanças estruturais nas economias capitalistas, o aumento do descrédito dos cidadãos para com as instituições representativas se tornou uma realidade não apenas em Estados periféricos.

Atualmente é possível observar uma crise no âmbito político, baseados nas últimas eleições pode-se perceber que as pessoas não se sentem bem em representar um partido político e as que se colocam nesse lugar sofrem por parte do grupo opositor.

Estamos em uma Crise. Não apenas o Brasil, mas o mundo. E não falo da crise econômica, criminalidade ou corrupção. Falo de algo pior; da crise de representatividade. Somos 74% da população que não é representado por nenhum partido, que não acreditam no sistema, 3 em cada 4 pessoas que ninguém os representa.  No mesmo local em que nasce, a Democracia adormece, na mão de impérios da Força, Fogo e Fé, alterando o modelo democrático a um sistema de um Divino Imperador que devia ser obedecido. Lembram de Júlio César? Como Imperador não era dos mais democráticos. Nesse novo período, de séculos de conflitos, de força da Igreja e do poder divino, vamos das trevas a escuridão. Passam mais de mil anos entre guerras e o povo no corte da espada para a democracia voltar a acordar, inspirada pela criação da prensa, espalhando novas ideias iluministas por toda a Europa.

Vivemos em um mundo digital do Século XXI com um sistema político analógico das mesmas regras do Parlamento Francês do Século XVIII. Um tempo que insiste em usar papéis, selos, carimbos e chancelas. Um mundo do passado, que já não sabe nos escutar. Essa é a nossa crise, não apenas no Brasil, mas no mundo. Queremos ser ouvidos, ser parte, queremos participar. O mundo mudou e a política não. Essa é a nossa crise, essa é nossa nova era política, essa é a crise de representatividade.

 No mundo contemporâneo estamos vivenciando uma grave crise da representatividade política, testemunhada por meio de inúmeras manifestações em vários estados brasileiros, podemos constatar que estas “manifestações” são originárias de determinados segmentos da sociedade, tais como: estudantes universitários e líderes partidários de oposição ao governo.Este fato parece indicar que o segmento da sociedade de maior quantitativo, porém menor qualitativo, que realmente elege os “representantes políticos” - que não possuem intenção de representar a sociedade - são como “cordeirinhos levados ao matadouro” por questões simplistas. A grande maioria se atém à satisfação de necessidades imediatas oferecidas pelos propensos representantes em troca do sufrágio; desta forma os representantes eleitos não nos representam, apenas se representam! Após alcançar o seu objetivo, ou seja, adquirir o mandato, se aproveitam para capitalizar visando o próximo pleito e assim, mais uma vez conseguir o voto de “cabresto”.    Vivemos em um mundo digital do Século XXI com um sistema político analógico das mesmas regras do Parlamento Francês do Século XVIII. Um tempo que insiste em usar papéis, selos, carimbos e chancelas. Um mundo do passado, que já não sabe nos escutar. Essa é a nossa crise, não apenas no Brasil, mas no mundo. Queremos ser ouvidos, ser parte, queremos participar. O mundo mudou e a política não. Essa é a nossa crise, essa é nossa nova era política, essa é a crise de representatividade e essa é a nossa revolução.

 
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