17/06/2021 às 15h06min - Atualizada em 17/06/2021 às 13h59min

Telescópio registra vento galáctico ocorrido há 13 bilhões de anos

Com um telescópio, astrônomos japoneses registram ventos galáticos causados por grandes buracos negros

Paulo Marques Pinto - Editado por Manoel Paulo
Revista Galileu.
Freepik
Um radiotelescópio chamado Alma (sigla para Atacama Large Milimeter Array) descobriu que um grande buraco negro, há 13 bilhões de anos, criara um enorme vento galáctico. Com esse achado, o Observatório Astronômico Nacional do Japão conseguiria deduzir os efeitos de grandes buracos negros para o surgimento de mais galáxias no Universo.

Um contato entre o buraco negro e sua galáxia dá origem a um vento galático. A gravidade das galáxias é muito forte; então, quando essa região absorve muita matéria, esta se movimenta mais rapidamente e passa a gerar energia com mais força. Consequentemente, os objetos ao redor são despejados dessa área.
 

Em resposta ao processo de evolução conjunta das galáxias e dos grandes buracos negros, os pesquisadores liderados por Takuma Izumi, com o auxílio de um telescópio, encontraram 100 galáxias cujos buracos negros têm mais de 13 bilhões de anos. Outro telescópio, o Alma, foi usado para investigar o fluxo de gases nas galáxias, em uma das quais existem ondas de rádio compostas de poeira e íons de carbono. Esse fluxo se mexia a 500 quilômetros por segundo, bastante capaz de empurrar as estrelas e paralisar a formação de outras. 
 

Com isso, entende-se que essas tempestades duram cem milhões de anos a mais que nós imaginamos. Além disso, a coevolução acontece “desde que o Universo tinha menso do que um bilhão de anos”.
 

O próximo desafio dos astrônomos japoneses é pesquisar uma grande quantidade desses objetos espaciais e explicar se a evolução conjunta de galáxias e buracos negros é “uma imagem precisa do Universo naquela época”.


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