06/11/2021 às 01h17min - Atualizada em 06/11/2021 às 00h54min

Este não é “mais um texto” sobre ansiedade

Ansiedade sob o ponto de vista de uma estudante e através das concepções psicológicas de Augusto Cury

Daiane Ferreira - Editado por Andrieli Torres
Foto: Reprodução/Saudebemestar.pt
Muito provavelmente você já deve ter lido vários textos a respeito do tema ansiedade e por isso, pode não ter tanto interesse em ler mais um desse. No entanto, esse não é um texto qualquer, com informações gerais ou outras que você já conhece. Creio que seja do seu interesse saber um pouco mais sobre ansiedade, através das falas de uma estudante que sofre deste problema, além de conhecer um dos trabalhos de um renomado autor sobre o assunto.

Sabemos que a ansiedade é um dos males que tem assolado a sociedade contemporânea e causado uma série de debates e preocupações acerca do tema. Gerando alertas importantes para os sinais, bem como a criação de alguns programas, campanhas e outros projetos para ajudar a combater este mal. Mas, todas estas medidas acabam não ficando ao alcance de quem precisa.

O fato é, muitas pessoas tem sofrido com a ansiedade e isso passou a ser uma grande preocupação, dada a importância de se falar sobre esse tema tão relevante e que se encontra em constante ascensão. Sobretudo, quando esse sentimento está extremamente aguçado, causando a chamada crise de ansiedade. Para piorar, durante a pandemia, a situação se agravou. Um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UEFJ) revelou um aumento de 90% nos casos de depressão. Já o número de pessoas com crises de ansiedade e sintomas de estresse agudo praticamente dobrou entre março e abril de 2020. A crise de ansiedade apresenta sintomas nada agradáveis, como a falta de ar, sensação de desmaio, náuseas, formigamentos e dentre outros sintomas.

Muitos de nós, cidadãos brasileiros, sofremos deste chamado “mal do século”. Uns se sentem ansiosos de forma leve, de vez em quando, um exemplo é quando esperamos por algum evento importante e passamos a ficar com aquela agitação de pernas, querendo que o grande momento chegue logo. Ou quando estamos com pressa e não podemos levar muito tempo aguardando numa fila, e então começamos a bater levemente o pé no chão, impacientes, ou roer as unhas descontroladamente.


 
Esse sentimento inicial, porém, pode se tornar o transtorno de ansiedade, algo que já sabemos que é algo bastante prejudicial à saúde e a qualidade de vida. Assim como a ansiedade, outras doenças psiquiátricas crônicas como por exemplo a depressão e síndrome de Burnout também são consideradas 
 “mal do século”.

Aprofundando-se no tema ansiedade, o escritor, professor e psiquiatra brasileiro, Augusto Cury, esmiúça em sua famosa trilogia, informações e explicações do âmbito psicológico acerca do tema: Ansiedade (Como enfrentar o mal do século); Ansiedade 2 (Autocontrole); Ansiedade 3 (Ciúme).

O autor aborda em suas obras informações bastante relevantes sobre o transtorno, trazendo a definição de alguns termos envolvidos no processo de funcionamento da mente humana, como janelas killer e light e a dinâmica que ocorre no cérebro caso da ansiedade. O livro também revela formas de lidar e vencer este mal, no formato de autoajuda.

Vale destacar como trabalhos assim, com a contribuição da literatura, e muitos outros acabam ajudando, mesmo que minimamente as pessoas que sofrem de ansiedade. E os livros em si, fazem uma grande diferença na vida de muitas pessoas, servindo como forma de “escape” para muitos problemas. Na forma de autoajuda, o efeito deve ser ainda melhor.

Imergindo um pouco no mundo da estudante de Jornalismo e integrante da Editoria Geek do Lab Dicas Jornalismo, Íssala Queiroz, a mesma relata como é, e como faz para lidar com o transtorno da ansiedade:

Daiane Ferreira: “Creio que não deve ser nada fácil conviver com a ansiedade, mas, pode me dizer como você lida com isso, no geral?”

Íssala Queiroz: “Eu procuro fazer coisas que distraiam a minha mente, tentar focar em outra coisa, eu particularmente gosto muito de ler ou assistir algo que goste muito, mesmo que seja pela milionésima vez. Mas primeiro eu procuro fazer um tipo de respiração que me ajuda a acalmar.”

DF: “Você já teve alguma crise de ansiedade, ou, seus sintomas geralmente são leves?”

IQ: “Já tive crises de ansiedade, mas geralmente são leves sim.”

DF: “Quais foram os sintomas que te fizeram perceber que estava no meio de uma crise?”

IQ: “Respiração ofegante, crise de choro, pensamentos ruins sobre mim mesma ou algo que não estava dando certo.”

DF: “Você já perdeu alguma oportunidade devido a ansiedade?”

IQ: “Sim, minha ansiedade me autossabotava, me sentia insuficiente ou que não faria diferença de estar ou não naquele ambiente e já perdi muitas coisas por isso.

DF: “Você possui algum tipo de apoio, institucional ou familiar, para te ajudar a lidar melhor?”

IQ: “Infelizmente não tenho suporte de psicológico, mas meus pais me ajudam muito, meu namorado e meus amigos também. Mas normalmente nesses momentos eu prefiro ficar sozinha.”

DF: “Você acha que com mais apoio psicológico seria mais fácil de enfrentar esse problema?”

IQ: “Acho que poderia me ajudar sim, talvez entender melhor...”

DF: “Você se imagina, futuramente, livre das amarras da ansiedade?”

IQ: “Eu imagino que deve ser muito bom não ter ansiedade, mas infelizmente não me vejo livre, mas com certeza melhor do que hoje sim.”

DF: “Entendo....”

DF: “Você acredita que essa falta de apoio psicológico se dá por qual motivo?”

IQ: “De apoio profissional é mais por questões financeiras mesmo, mas a vontade é grande.”

DF: “A ansiedade te trouxe mais algum outro problema de saúde, como doenças cardiovasculares ou hipertensão?”

IQ: “Não trouxe não, ainda bem.”

DF: “Tem alguma coisa que você queira dizer para as tantas outras pessoas que também sofrem de ansiedade?”

IQ: “Não tenham medo de pedir ajuda, de dizer o que você está sentindo ou pensando, chame para perto as pessoas que você ama e confia.”

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