13/12/2021 às 02h43min - Atualizada em 13/12/2021 às 02h30min

Estudo aponta que lagostas e caranguejos sentem dor e não devem ser cozidos vivos

Os pesquisadores avaliaram 300 estudos científicos para analisar as evidências de senciência, que é a capacidade de ter sensações ou impressões

Carlos Germano - Editado por Manoel Paulo
Foto: Reprodução
Um estudo publicado, neste mês de novembro, pela Escola de Economia e Ciência Política de Londres (LSE, em inglês) apontou que polvo, caranguejos e lagostas são capazes de sentir dor ou sofrimento. Devido a pesquisa, o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido busca regulamentar de forma rígida o consumo desses animais.

Durante o trabalho científico, os pesquisadores avaliaram 300 estudos com o objetivo de analisar as evidências de senciência, que é a capacidade de ter sensações ou impressões. Eles descobriram que, apesar de ter um sistema nervoso pouco desenvolvido, eles sentem dor e estresse causados pela intervenção humana.

“Em todos os casos, o balanço das evidências é que existe consciência e sensação de dor. Nos polvos, isso é bastante evidente e claro. Quando observamos as lagostas, pode haver algum tipo de debate”, afirmou Jonathan Birch, professor da London School of Economics e um dos chefes de investigação do projeto de pesquisa Fundações da Consciência Animal.


 

A princípio, o estudo já levava em conta que animais vertebrados possuem senciência. Já a situação dos decápodes, grupo ao qual pertencem caranguejos e lagostas, e dos cefalópodes, classe dos polvos e lulas, foi avaliada com mais cautela, uma vez que o tema vem sendo debatido na comunidade científica há algum tempo.

As autoridades do Reino Unido estão adicionando uma emenda ao Projeto de Lei de Bem-Estar — que já reconhece todos os animais com espinha dorsal (vertebrados) como seres sencientes. "O projeto de lei de bem-estar animal fornece uma garantia crucial de que o bem-estar animal é corretamente considerado no desenvolvimento de novas leis. O atual conhecimento científico deixa claro que os decápodes e cefalópodes podem sentir dor e, portanto, é justo que sejam cobertos por esta legislação vital", considerou, em comunicado, o ministro do Bem-Estar Animal, Lord Zac Goldsmith.

A pesquisa ainda destacou que lagostas e caranguejos não devem ser cozidos vivos e inclui as melhores práticas para o transporte, atordoamento e abate de decápodes e cefalópodes.

*Com Informações do Canaltech, CNN, Hypeness, Jornal Correio, JN Direto, MSN, Olhar Digital, UOL

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